Campanha Anticorrupção

 

                                                                         

APEE E GCNP ASSOCIAM-SE AO UN GLOBAL COMPACT NA LUTA ANTICORRUPÇÃO

A corrupção é um dos maiores desafios que o mundo enfrenta, assumindo-se como um forte obstáculo ao desenvolvimento sustentável devido ao impacte desproporcional que tem sobre as comunidades mais desfavorecidas e ao seu efeito corrosivo em toda a sociedade. Destruidora de recursos públicos e privados, custa a nível global mais de 1 trilião de dólares por ano.

Os seus efeitos negativos são tão abrangentes que se estendem a áreas tão cruciais como o ambiente, a saúde e a educação. Mas não só. No setor privado, as consequências negativas da corrupção também se fazem sentir, impedindo o crescimento económico, prejudicando a concorrência justa, dificultando o empreendedorismo, atuando como uma barreira ao investimento e constituindo um risco para as organizações, em termos reputacionais, legais e financeiros.

A corrupção prejudica os negócios e a performance das empresas, levando-as a alcançar resultados menos bons em mercados e setores nos quais poderiam ter um impacte significativo em termos de desenvolvimento sustentável se optassem, ou pudessem optar, por seguir práticas lícitas e legais. Por isso as empresas podem ser simultaneamente vítimas e perpetradoras da corrupção.

A boa notícia é que as organizações podem ser uma parte importante da solução para este problema se se assumirem como ativistas pela integridade e escolherem combater a corrupção.

O UN Global Compact contribui para a luta contra a corrupção ao disponibilizar uma plataforma de aprendizagem e diálogo, que oferece às empresas linhas de orientação para a implementação do Princípio 10, de acordo com o qual “as empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, incluindo extorsão e suborno”. 

A adoção deste Princípio é, desde 2004, um claro sinal de que a promoção da Ética e a eliminação da corrupção é uma responsabilidade do setor empresarial e de que este deve ser um exemplo a seguir por todas as organizações dos restantes setores da economia.

A luta contra a corrupção é um tema na agenda global da humanidade desde a aprovação, em 2015, da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e os seus 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

O combate à corrupção é, aliás, uma das grandes prioridades da Agenda 2030 da ONU e está expressamente identificado no ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Este Objetivo pressupõe a criação de uma economia global mais sustentável e transparente, nomeadamente através da redução significativa dos fluxos ilegais, financeiros e de armas, da redução substancial da corrupção e do suborno em todas as suas formas, e do desenvolvimento de instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis.

A APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial, que é um Organismo de Normalização Setorial que coordena as Comissões Técnicas que elaboram as normas da Ética e da Responsabilidade Social em Portugal e que acolhe a iniciativa das Nações Unidas para a sustentabilidade empresarial United Nations Global Compact através da GCNP - Global Compact Network Portugal, associa-se a esta causa e incentiva todos os seus membros e associados a juntarem-se à luta pela integridade.

Para assinalar o seu compromisso com a Ética e a boa governação e estimular o debate e a mobilização das empresas portuguesas para esta causa, a APEE e a GCNP estão a organizar a Campanha Anticorrupção, que terá início no próximo dia 18 de setembro, no Museu do Oriente, em Lisboa, pelas 14:00 horas.

Naquele que a APEE declarará como o Dia pela Integridade, as empresas irão ter a oportunidade de assumir liderança e assinar presencialmente a carta de resposta à Call to Action Anticorrupção das Nações Unidas. 

Saudamos as organizações – EDP e CEIIA – que até ao momento, e em Portugal, assinaram a carta de resposta à Call to Action Anticorrupção e assumiram o seu compromisso de sensibilizarem o Governo para a tomada de medidas de combate à corrupção. 

Mas duas Organizações não chegam para que este problema seja eliminado.

É por esse motivo – e porque combater a corrupção é uma responsabilidade de todos nós e uma condição essencial para criarmos um mundo mais sustentável – que a APEE e a Global Compact Network Portugal incentivam todas as organizações a responderem a esta Call to Action e a estarem presentes no Dia pela Integridade, juntando-se a este movimento global de combate à corrupção.

A carta ficará aberta para assinatura até ao dia 9 de dezembro, que foi declarado pela ONU como o Dia Internacional contra a Corrupção. Neste mesmo dia, será iniciada a distribuição do Selo Anticorrupçãoque apela a “Sociedade Justa, Negócios Éticos”, em linha com a Agenda 2030 da ONU e o ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes.

A lista final das entidades subscritoras em Portugal, com as respetivas cartas, será então amplamente divulgada e enviada às competentes entidades das Nações Unidas, nomeadamente o UN Global Compact. Uma cerimónia especial assinalará essa adesão e proporcionará uma segunda ocasião de assinatura solene.

 

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