APEE

Mensagem do Fundador

Mário Parra da SilvaDesde que os escândalos Éticos abalaram a confiança das pessoas e dos investidores nas bases a partir das quais se forma a percepção de valor das empresas cotadas nas Bolsas, que se tornou constante na comunicação social, nos relatórios de administração, nas teses académicas, a referência à Ética e à Responsabilidade Social como a dimensão que não pode faltar numa economia que se pretenda sustentável, já que ela não pode deixar de assentar num clima de confiança onde se presume que a totalidade dos intervenientes se comporta e respeita valores como a verdade, lealdade, honra e deontologia profissional, isenção, sentido de justiça e coragem.

A garantia de que uma Empresa cumpre as suas responsabilidades e o faz de forma ética é essencial para que o risco associado a realizar um negócio envolvendo essa companhia seja minimizado. Os casos mais óbvios são aqueles em que o parceiro de negócio vai adquirir um produto ou vai investir. Mas também e cada vez mais os bancos serão sensíveis a esta questão, bem como as entidades ligadas à concessão de apoios e incentivos.

Em última análise é a pressão da opinião pública que determina uma nova era no comportamento das organizações: as pessoas querem mais garantias no plano da sustentabilidade ambiental e do respeito pela dimensão humana de qualquer projecto económico. Para mais, a Empresa adquiriu na nossa sociedade responsabilidades que implicam não só o seu direito ao lucro mas o seu “dever” de manter estabilidade e crescimento que garantam o emprego e o negócio dos seus vários “stakeholders”.

De facto, o governo das organizações não pode simplesmente ter como objectivo a remuneração do accionista, tomando todos os outros factores como meios para realizar esse fim. O novo modelo de governo compreende o papel da Empresa/organização como parte de um sistema de troca com partes interessadas (stakeholders) em que a cooperação é o caminho para o “lucro social”, materializado de forma sustentável quando todas as partes obtêm uma remuneração suficientemente satisfatória.

A APEE está convicta de que a adopção destes princípios se traduzirá em acréscimo de rentabilidade e competitividade. Contamos com a adesão à APEE de pessoas e organizações de modo a dispormos dos meios para concretizar os nossos objectivos. Contamos consigo!

Mário Parra da Silva
Fundador da APEE

 

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