CONFERÊNCIA "ODS 11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS"

 
# 8 NOV 2019 | 2.00 am – 5.30 pm (sexta-feira/ Friday)
Local/ Location: Pequeno Auditório - Culturgest - Lisboa

CONFERÊNCIA “ODS 11 - CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS”
CONFERENCE "SDG 11 - SUSTAINABLE CITIES AND COMMUNITIES"
 
 
 
Coorganização/ Co-organization:
 
 
 
PROGRAMA / PROGRAMME:
 

14h00 | ACREDITAÇÃO/ RECEÇÃO

 

14h15 | ABERTURA / BOAS VINDAS

   Maria Helena Correia, Administradora | Gebalis

  

14h30 | URBANIZAÇÃO SUSTENTÁVEL

   Introdução - Animação fotográfica

   Moderador: João Pedro Nunes | Nova FCSH

      Oradores/as:

      Obras simples com grande impacto

         Pedro Rodrigues Tomás | GEBALIS

      Participar vale a pena                    

        Elisete Andrade | Ass. Moradores Bairro Padre Cruz

      Quem desenha as cidades?

         Elisa Vilares | Direção Geral do Território

      Casas que mudam vidas - Testemunho

         Ruben Silva | Residente no Bairro dos Ourives

 

15h45 | COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS

   Introdução - Animação fotográfica

   Moderadora: Joana Andrade | S.C.M.L.

   Oradores/as:

      Este Lote tem vida? Colaborar faz toda a diferença

         Marlene Almeida | GEBALIS

      Problemas locais: Sustentabilidade de ações colaborativas

         Margarida Marques | Associação Rés-do-chão

      O empurrão para a escolha certa                     

         Diogo Gonçalves | NUDGE Portugal

      Viver na e para a Comunidade – um Testemunho de vida                        

         Bina Achoca | Residente nos Olivais Velhos

 

16h45 | ENCERRAMENTO

   Pedro Pinto de Jesus, Presidente do Conselho de Administração | Gebalis

   Mário Parra da Silva, Chair of the Board, Global Compact Network Portugal/ Presidente, Associação Portuguesa de Ética Empresarial

 

17h00 | ENCERRAMENTO

   Animação Cultural

   Coro da Associação de Reformados do Bairro do Condado – Grupo Canta Marvila – Canções de Sempre 

 

 
Entrevista a Pedro Pinto de Jesus, Presidente do Conselho de Administração da Gebalis, no âmbito da Semana da Responsabilidade Social 2019
 
SRS 2019: “A GEBALIS garante, há 24 anos, a gestão dos bairros habitacionais de construção municipal, assegurando uma política de gestão integrada, baseada em critérios de proximidade, a melhoria da qualidade de vida das populações residentes e a conservação do património”. De que modo é que a Gebalis consegue garantir a melhoria da qualidade de vida das populações e tornar as comunidades mais sustentáveis?
PPJ: A promoção da qualidade de vida da população residente nos bairros sob gestão da empresa é o grande objeto e objetivo da GEBALIS, materializando-se em todas as vertentes da sua atividade:  a social, a patrimonial e a financeira.
Sendo a GEBALIS uma empresa municipal, ‘promotora de desenvolvimento local, que tem como objeto a promoção e gestão de imóveis de habitação social, bem como a gestão de outro património edificado habitacional que o município decida afetar ao arrendamento, é através da operacionalização de uma estratégia e gestão integrada que a empresa garante uma intervenção de proximidade, promovendo a participação e responsabilização dos residentes e atores institucionais.
O desenvolvimento de ações que contribuem para a melhoria da organização coletiva dos residentes, da apropriação dos espaços interiores e exteriores das suas habitações e que promovem ou reforçam relações de vizinhança, são o grande aporte para a qualidade de vida dos residentes, das comunidades e consequentemente, da cidade – e que representa uma significativa parte da atividade levada a cabo pela Direção de Intervenção Local da empresa.
Na Direção de Conservação do Património, opera-se na lógica da gestão patrimonial, através da conservação e modernização do património edificado sob nossa gestão: 66 bairros municipais, cerca de 22 000 habitações, cerca de 4 000 edifícios e mais de 100 Espaços Não Habitacionais de natureza comercial e/ou institucional. Quer seja através de obras de manutenção e conservação no interior dos fogos, nos espaços comuns dos prédios, ou através de obras de requalificação de grande porte, a qualidade na execução, bem como com a utilização dos materiais mais adequados para o conforto térmico e segurança dos residentes têm uma relação direta na qualidade de vida quotidiana dos residentes.
Salientar ainda a relevância das intervenções concretizadas pela empresa, no eixo de intervenção Mobilidade e Acessibilidades, que se traduzem em programas e projetos já por diversas vezes reconhecidos como boas práticas. Não poderia deixar de referir os Projetos “Life” e “Mobilidade e Acessibilidade em casa" – através dos quais a GEBALIS obteve, recentemente, o Prémio de “Práticas de Sustentabilidade” e o “Selo da Diversidade e Inclusão 2019”, reconhecimentos dados, respetivamente, pela APEE e Carta da Diversidade Portuguesa.
O primeiro visa reabilitar habitações de uso universal. Para isso tem em conta os níveis de acessibilidade, assegurando que os utentes de mobilidade condicionada, mesmo com limitações profundas, podem viver na habitação com um digno nível de conforto e autossuficiência, pela introdução de automatismos com recursos à novas tecnologias bem como à inexistência de barreiras arquitetónicas.
O segundo visa a e a eliminação de barreiras arquitetónicas, facilitando a mobilidade dos mais idosos e pessoas com necessidades especiais, através de simples intervenções construtivas que facilitam a vivência no interior da habitação. Destina-se a residentes em habitação pública municipal de Lisboa com idades superiores a 60 anos, ou outros residentes com mobilidade condicionada.
 
SRS 2019: Qual é a importância, para o bom funcionamento das cidades, da gestão de imóveis de habitação social e da integração da população mais desfavorecida no contexto da sustentabilidade?
PPJ: A execução integrada de políticas públicas de habitação do município, através da prestação de um serviço de sólido e de qualidade, assente e da implementação de estratégias de integração e de desenvolvimento local, é imprescindível para a promoção da coesão social e, consequentemente, para o desenvolvimento social urbano da cidade.
A Missão da GEBALIS assume precisamente isso: “gerir eficazmente os Bairros com uma forte perspetiva de desenvolvimento e integração social, educação ambiental, conservação do património e integração profissional da população”. Assim como os seus cinco Princípios e Valores: Orientação para os Moradores; Inovação, Responsabilidade Social, Liderança e Rentabilidade.
O facto de existir um Regulamento Municipal, recentemente atualizado, que consagra as regras necessárias à promoção do acesso à habitação pública com equidade e dignidade, é também algo fundamental para o bom exercício dos poderes públicos.
Realço uma vez mais o modelo de Gestão de Proximidade, adotado pela GEBALIS e operacionalizado através da seguinte estrutura: 10 Gabinetes Locais e 2 balcões nas Lojas do Cidadão de Marvila e do Saldanha. Esta estrutura não só facilita como potencia a relação com os residentes e o seu envolvimento na identificação e resolução das suas necessidades e soluções a implementar. Também os projetos e atividades que desenvolvemos localmente são fruto desta relação de proximidade e contribuem de forma inequívoca para uma maior participação e cogovernação nos bairros municipais e territórios por estes abrangidos.
Comunidades mais coesas, mais participantes e dialogantes, plenamente integradas na cidade, tornam-na assim mais sustentável.
 
SRS 2019: A sustentabilidade está no ADN da Gebalis. Porquê?
PPJ: A GEBALIS tem vindo a exercer a sua gestão de forma orientada por um conjunto de princípios legais e éticos que se focam no serviço à comunidade e aos cidadãos de Lisboa. Orientados para a garantia de um modelo de governação socialmente responsável e humanamente digno, este conjunto de princípios está consumado no Código de Ética da empresa. Em ulho de 2019, a GEBALIS incorporou os Princípios e Valores da Norma Portuguesa (NP) 4552:2016, adaptando e atualizando o seu Código de Ética. Destaco-os de seguida: Igualdade e não discriminação; Respeito pelas partes interessadas; Conduta ética (com base em: honestidade, equidade e integridade); Conciliação vida pessoal, familiar e profissional; Transparência (transparência nas políticas, decisões e atividades. Disponibilidade e acessibilidade à informação); Responsabilização/Accountability.
A GEBALIS é uma empresa económica e financeiramente sustentável, registando desde 2011, resultados líquidos positivos. Também a nível de Recursos Humanos, apostamos no investimento e na sustentabilidade futura. Assim, o Plano Estratégico de Recursos Humanos de Empresa, inclui, entre outras medidas: um investimento no desenvolvimento de carreiras; a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal de todo/a(s) os trabalhadores/a(s); a promoção de bem-estar que daí advém; e uma aposta na disponibilização de um conjunto de benefícios, efetivados através de:
i) Desenvolvimento, manutenção e melhoria de diversos Protocolos existentes e a promoção de outros de interesse para o universo de trabalhadores/a(s) da GEBALIS;
ii) Promoção e melhoria progressiva das medidas implementadas no Plano para a Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação e previstas no Plano de Ação do Sistema de Gestão da Conciliação baseado na (NP)4552:2016.
As boas práticas da empresa neste âmbito, têm merecido, ao longo dos anos, diversas distinções e reconhecimentos ao nível nacional e internacional. O sucesso deste percurso reflete-se na fase em que nos encontramos atualmente – conclusão com sucesso das auditorias de certificação da empresa no âmbito da Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal. O recentemente implementado Sistema de Gestão da Conciliação proporcionará assim a obtenção daquela que será a primeira Certificação acreditada da GEBALIS.
Também de forma direcionada aos bairros sob sua gestão, a GEBALIS tem desenvolvido e participado em redes de parceria locais, como é exemplo destacado a RedEmprega, concretizando projetos e atividades que contribuem para que os Moradores tenham acesso a oportunidades de desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais.

SRS 2019: A Gebalis é coorganizadora da sessão “Cidades e Comunidades Sustentáveis”, integrada na Semana da Responsabilidade Social 2019. Qual é a importância, para a organização, de se associar a iniciativas desta natureza?
PPJ: A GEBALIS participa desde 2009 na Semana da Responsabilidade Social, evento de elevada relevância e impacto. Esta relação anualmente renovada, tem-nos permitido não só evidenciar o trabalho da empresa no âmbito da Responsabilidade Social, como também gerar oportunidades de aprendizagem fruto da partilha do conhecimento e daquilo que são as boas e melhores práticas da empresa.
Depositamos elevadas expectativas na edição de 2019, através da promoção da reflexão e discussão em torno do tema “Cidades e Comunidades Sustentáveis”. É para a GEBALIS bastante clara a importância do alinhamento das suas políticas de intervenção com este 11º. Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Assim, iremos proporcional uma conferência constituída por vários painéis multinível, trazendo não só reflexões sobre esta temática, mas também exemplos de projetos, praticas, metodologias e testemunhos na primeira pessoa que acreditamos serem elementos essenciais, catalisadores e de desenvolvimento sustentável
.

SRS 2019: Tendo em conta que a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável procura, através do ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, tornar as cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis, quais são, para si, as grandes prioridades e preocupações para o cumprimento deste ODS?
PPJ: A ocupação do território está intrinsecamente associada às atividades humanas bem como à disponibilidade de recursos naturais.
Entende-se que a valorização dos recursos promove, não só uma imagem distinta, como uma maior sustentabilidade e singularidade das comunidades locais.
A qualidade de vida dos residentes e visitantes é assegurada com a disponibilidade de equipamentos públicos e espaços naturais que fomentem o espírito comunitário, a salubridade ambiental e a segurança de todos.
A aposta no ordenamento do território sustentável deve atestar o potencial das cidades como promotoras do desenvolvimento.
Um processo que, por si só, contribui ainda para o progresso social e económico, servindo como exemplo do potencial transformador das cidades.
Assim, como empresa dedicada à Gestão do Arrendamento Municipal de Lisboa, é absolutamente prioritário o alinhamento da nossa atividade com o cumprimento deste ODS. Continuaremos a inovar, rumo a políticas públicas de habitação cada vez mais inclusivas, investindo nos programas e projetos já existentes e já referidos, e estabelecendo novas parcerias (inter)nacionais. A discriminação positiva no acesso a uma habitação condigna e a promoção de um habitat urbano saudável e equilibrado, serão, pois, as nossas principais prioridades e preocupações.
 
SRS 2020: Como perspetiva os centros urbanos em 2030?
PPJ: Prospetiva-se que a população urbana mundial ultrapasse, até 2045, os seis bilhões de pessoas. Muito desse crescimento irá ter lugar nos países em desenvolvimento. Como resultado, será preciso traçarem-se metas claras e meios tangíveis para as alcançar. Metas que permitam vencer os principais desafios relacionados com o futuro das cidades: infraestruturas, transportes e mobilidade, energia e alterações climáticas, habitação e custo de vida.
A par do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que avalia a qualidade de vida em função da saúde, a educação e renda, será imprescindível trabalhar em prol do Nível de Felicidade nas Cidades e do seu aumento. Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011, O Relatório Mundial da Felicidade elabora um ranking dos países mais felizes, avaliando os seguintes critérios: PIB per capita; Políticas públicas; Expectativa de vida; Liberdade para fazer escolhas; Generosidade e Perceção de corrupção
Considero que, através dos meios certos, conseguiremos alcançar os fins pretendidos. E que a grande maioria dos ODS poderão ser cumpridos. Perspetivo assim cidades e centros urbanos não só reabilitados, como plenamente revitalizados, com níveis de felicidade tendencialmente crescentes. Centros urbanos nos quais existem sistemas de gestão inteligentes para as energias renováveis e não poluentes, higiene urbana e promoção da inovação económica, social e ambiental. Com uma vasta oferta de serviços de transporte, de qualidade, integrados, partilhados, inclusivos e de acesso fácil, destacando aqui os transportes suaves.
 

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