Aliança ODS Portugal celebra o 7º Aniversário com Conferência Comemorativa na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Aliança ODS Portugal celebrou o 7º Aniversário com Conferência Comemorativa na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Após o período pandémico que assolou o mundo e que conduziu à realização de eventos em formato online, este ano a Aliança ODS Portugal retomou a celebração presencial do seu 7.º Aniversário numa Conferência Comemorativa realizada a 24 de janeiro na Sala de Extrações da Lotaria Nacional, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entre as 10h15 e as 18h15.

A iniciativa foi promovida pela APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, UN Global Compact Network Portugal, rede local do United Nations Global Compact, e UNA Portugal – Associação Unidade das Nações, que debateu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, numa perspetiva de concretização da Agenda 2030 da ONU, envolvendo Organizações Portuguesas (Empresas, Organismos Públicos, Autarquias,  Associações Empresariais, Fundações, Universidades e ONGs), Personalidades e Embaixadores da Aliança ODS Portugal – lançada em janeiro de 2016, com a missão de incentivar a participação das Organizações Portuguesas na sua concretização, criando oportunidades de diálogo e cooperação com as diferentes partes interessadas.

A iniciativa contou com a abertura de Ana Vitória Azevedo, Administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Mário Parra da Silva, Presidente da Aliança ODS Portugal, da APEE, da UN Global Compact Network Portugal e Secretário-Geral da UNA Portugal – Associação Unidade das Nações e de Carlos Monjardino, Presidente do Conselho Superior de Honra da Aliança ODS Portugal e Presidente do Conselho de Administração da Fundação Oriente.

Mário Para da Silva afirmou que, “estamos a meio do período de execução da Agenda 2030 e dos ODS, e podemos constatar a enorme adesão que se registou nas pessoas em todo o mundo e o quão pouco interessou aos fazedores de decisões, que mantiveram o essencial da prioridade absoluta no crescimento das suas esferas de influência e poder.”

Leia o discurso completo aqui.

Ana Vitória Azevedo

  • Administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Carlos Monjardino

  • Presidente do Conselho Superior de Honra da Aliança ODS Portugal
  • Presidente do Conselho de Administração da Fundação Oriente

Mário Parra da Silva

  • Presidente da Aliança ODS Portugal/ APEE – Associação Potuguesa de Ética Empresarial/ UN Global Compact Network Portugal
  • Secretário-Geral da UNA Portugal – Associação Unidade das Nações

Pedro Dominguinhos

  • Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência

O programa contou com três painéis temáticos:

Origens Económicas da Pobreza e da Fome: Como erradicar a pobreza e a fome através do Desenvolvimento Sustentável?´

  • Pedro Krupenski | Assessor do Conselho de Administração da Fundação Oriente e Embaixador da Aliança ODS Portugal
  • Cristina Siza Vieira | CEO – VP Executiva da Associação de Hotelaria de Portugal
  • Paulo Peixoto | Professor Associado com Agregação da Faculdade de Economia e Provedor do Estudante da Universidade de Coimbra
  • Sérgio Cintra [Moderador do Painel] | Administrador da SCML

Trabalho Digno e Crescimento Económico: Como criar valor com valores e Empreendedorismo Inovador

  • Vasco de Mello | Presidente do Conselho de Gerência da Campião & CIA
  • Pedro Silva | Finance Head and Sustainability Strategist da WisdBoard
  • Isabel Neves [Moderadora do Painel] | Presidente da UNA Portugal – Associação Unidade das Nações

Cidades e Comunidades Sustentáveis: Conciliação rendimento, qualidade de vida e natureza

  • Luís Serpa | Diretor Municipal da Câmara Municipal de Oeiras
  • João Afonso | Membro da Coordenação da Aliança ODS Portugal e Diretor da Direção de Estudos e Planeamento da SCML
  • Cristina Gouveia | Diretora Executiva da Liga para a Proteção da Natureza
  • Alexandra Paio | Investigadora e Professora de Arquitetura e Urbanismo no ISCTE-IUL
  • Mário Parra da Silva [Moderador do Painel] | Presidente da Aliança ODS Portugal

No período da tarde, Anabela Vaz Ribeiro, Executive Director da UN Global Compact Network Portugal, apresentou os resultados do Relatório dos ODS de 2022, elaborado pelas Nações Unidas, referente ao seu desempenho, naquela que é a Década da Ação.

Anabela Vaz Ribeiro

  • Executive Director da UN Global Compact Network Portugal

No segmento Ação pelos ODS, estiveram representadas as Organizações:

ANAM – Associação Nacional de Assembleias Municipais

Albino Pinto de Almeida

Presidente da Direção da ANAM – Associação Nacional de Assembleias Municipais

ISCAL – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa

Fernando Seabra

Professor no ISCAL e Membro da Coordenação da Aliança ODS Portugal

Valor T | SCML – Agência para a Empregabilidade de Pessoas com Deficiência

Vanda Nunes

Coordenadora da Valor T | SCML – Agência para a Empregabilidade de Pessoas com Deficiência


O presente segmento terminou com a transmissão de uma mensagem em vídeo de Carlos Zorrinho, Deputado do Parlamento Europeu e Membro do Conselho Superior de Honra da Aliança ODS Portugal

Carlos Zorrinho

Deputado do Parlamento Europeu e Membro do Conselho Superior de Honra da Aliança ODS Portugal


O evento terminou com uma Cerimónia Protocolar, onde foram conhecidas publicamente as novas Organizações que aderiram à Aliança ODS Portugal:

Novas Organizações: 

Ad Gentes – Associação Leigos Missionários da Consolata

  • Mário Linhares | Presidente da Ad Gentes
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

ANAM – Associação Nacional de Assembleias Municipais

  • Albino Pinto de Almeida | Presidente da Direção da ANAM – Associação Nacional de Assembleias Municipais
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Câmara Municipal da Amadora

  • Ricardo Faria | Vereador da Câmara Municipal da Amadora
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Instituto Politécnico de Coimbra

  • José Gaspar | Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Instituto Politécnico de Lisboa

  • António Belo | Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Lisboa
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Instituto Politécnico de Santarém

  • Susana Leal | Professora Adjunta do Instituto Politécnico de Santarém
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Instituto Politécnico de Setúbal

  • Carlos Mata | Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Município de Loulé

  • Carlos Carmo | Vereador do Município de Loulé
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Associação SEI Portugal

  • Fernando Reis | Presidente da Associação SEI Portugal
  • Mário Parra da Silva | Presidente da Aliança ODS Portugal

Foram reconduzidos Embaixadores Aliança ODS Portugal, cujo mandato já se encontrava expirado:

Carlos Manuel Severino da Mata

Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal

Elsa Maria Nunes Barbosa

Professora Adjunta no Instituto Politécnico de Beja

Elsa Barbosa

Professora adjunta no Instituto Politécnico de Beja

 

Fernando Miguel Seabra

Professor adjunto no ISCAL – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa

Joaquim Francisco Pinto Contreiras

Professor Adjunto da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve

Jorge José Martins Rodrigues

Professor no ISCAL – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa

Natividade Coelho

Coordenadora Interina do Gabinete de Apoio para a Igualdade e não Discriminação da CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género

 

Fátima Borges

Diretora de Sustentabilidade do Grupo Águas de Portugal

 

Isabel Moço

Coordenadora e Professora Assistente na Universidade Europeia

Nuno Mendonça

Coordenador do Projeto Especial UC Business

Fernando Reis

Presidente da Associação SEI Portugal

Maria João Graça

Diretora do Departamento de Normalização do IPQ – Instituto Português de Qualidade

Ricardo Ferro

Presidente do Organismo de Normalização Setorial da APEE

Manuel Gameiro da Silva

Professor na Universidade de Coimbra

Anabela Vaz Ribeiro

Especialista em Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade; e Executive Director da UN Global Compact Network Portugal

Maria Luísa Silva

Professora Adjunta do ISCAL


E foram nomeados novos Embaixadores Aliança ODS Portugal, por um período de três anos:

Marc Jacquinet

Licenciado em Economia Aplicada, pela FUCAM/Université Catholique de Louvain/Mons é Mestre em Economia Europeia, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e Doutorado em Economia, pelo ISEG. Atualmente é docente da Universidade Aberta, lecionando diversas unidades curriculares associadas aos domínios da Economia e da Gestão, e às metodologias de trabalho científico nestas áreas do conhecimento. Pertence ao corpo de investigação de vários projetos associados à temática da sustentabilidade do uso do território

Paula Policarpo

Formada em Direito pela Universidade Católica de Lisboa, exerce a sua atividade profissional como jurista/assessora na área do ensino superior público, a par do exercício da cidadania ativa. É cofundadora da DARIACORDAR | Zero Desperdício.

Sandra Ribeiro

Licenciada em Direito, com Pós-graduação em Direito do Trabalho e Técnicas de Legislação, é Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, desde outubro de 2020. Foi Diretora Geral na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho entre 2018 e 2020. Foi Presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego entre 2010 e 2014.

 

Carla Correia

Licenciada em Direito pela Universidade Autónoma de Lisboa é Vogal do Conselho de Administração do Grupo Águas de Portugal. No passado foi Chefe do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Jurista e Advogada.

Carla Côrte-Real

Licenciada em Gestão Bancária, é Business Manager na NextReality. Conta com mais de 20 anos de experiência em vendas, liderança, sustentabilidade e consultoria.

Helena Estrela da Silva

Licenciada em Gestão de Empresas pela Universidade Internacional, é Analista Certificada em ESG, Consultora nas áreas de economia, finanças e sustentabilidade, Docente Universitária e Formadora.

 

Filipe Rocha

Licenciado em Economia, exerce funções de Chefe de Divisão de Planeamento, Gestão e Desenvolvimento da Universidade de Coimbra desde janeiro de 2011. Nos últimos anos, tem vindo a acompanhar as questões relacionadas com a sustentabilidade, com a responsabilidade social e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, passando a desempenhar igualmente funções de coordenação do Gabinete para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Coimbra desde a sua criação, em novembro de 2021.

Alexandra Aragão

Professora e Investigadora na Universidade de Coimbra, dedica-se aos temas: Economia Circular; Serviços culturais dos ecossistemas; Avaliação de impacte ambiental; Direitos humanos e ambiente; Princípios do direito ambiental e Justiça territorial.

Teresa Anjinho

Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra, é mestre em Direitos Humanos e Democratização pela Universidade de Pádua, doutoranda e investigadora na Faculdade de Direito, da Universidade Nova de Lisboa. É Jurista e Membro do Comité de Supervisão do Organismo de Luta Antifraude Europeu. É ex-Provedora-Adjunta de Justiça e Ex-Secretária de Estado da Justiça.

Consulte a lista completa de Organizações Membro e de Embaixadores Aliança ODS Portugal aqui.

 

Assista à Conferência Comemorativa aqui.

 

Fotografias cedidas pela SCML.

Aliança ODS Portugal: Celebração do 7.º aniversário com Conferência Comemorativa a 24 de janeiro

Para assinalar o 7.º aniversário de fundação da Aliança ODS Portugal, a APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial e a UN Global Compact Network Portugal promovem uma Conferência Comemorativa no dia 24 de janeiro, a realizar-se na Sala de Extrações da Lotaria Nacional, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entre as 10h00 e as 17h00.

No evento, com realização anual desde 2017, pretende-se debater os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, numa perspetiva de concretização da Agenda 2030 da ONU, envolvendo as organizações portuguesas como força indutora da sua realização.

A iniciativa terá painéis temáticos, contará com a intervenção de Membros e de Embaixadores e terminará com uma Cerimónia Protocolar, onde serão conhecidas as novas Organizações que aderiram à iniciativa e nomeados os novos Embaixadores Aliança ODS Portugal.

A participação é gratuita. As inscrições encontram-se abertas aqui.

Acompanhe todas as novidades nas redes sociais da APEE em Facebook e Linkedin e da UN Global Compact Network Portugal em Instagram e Linkedin.

Contamos consigo!

Programa

10h00 – 10h30

Abertura

– Ana Vitória Azevedo, Administradora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

– Mário Parra da Silva, Presidente | APEE/ UN Global Compact Network Portugal / Aliança ODS Portugal

– Carlos Monjardino, Presidente do Conselho Superior de Honra da Aliança ODS Portugal/ Presidente do Conselho de Administração da Fundação Oriente

10h30 – 11h00

Alinhamento do PRR com os ODS

– Pedro Dominguinhos, Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência
11h00 – 12h00

Origens Económicas da Pobreza e da Fome: Como erradicar a pobreza e a fome através do Desenvolvimento Sustentável?

– Pedro Krupenski, Assessor do Conselho de Administração da Fundação Oriente/ Embaixador da Aliança ODS Portugal
– Cristina Siza Vieira, CEO – VP Executiva da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal
– Paulo Peixoto, Professor Associado com Agregação da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Moderação: Sérgio Cintra, Administrador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
12h00 – 13h00

Trabalho Digno e Crescimento Económico: Como crir valor com valores e Empreendedorismo Inovador

– Pedro Silva, Finance Head & Sustainability Strategist da WisdBoard
– Vasco de Mello, Presidente do Conselho de Gerência da Campião & Cª
Moderação: Isabel Neves, Presidente da UNA Portugal
14h30 – 15h30

Cidades e Comunidades Sustentáveis: Conciliação rendimento, qualidade de vida e natureza

– Alexandra Paio, Investigadora e Professora de Arquitetura e Urbanismo no ISCTE-IUL
– Carlos Gaivoto, Strategic Planning PT Network, Carris
– Luís Serpa, Diretor Municipal da Câmara Municipal de Oeiras
– Cristina Gouveia, Diretora Executiva da LPN – Liga para a Proteção da Natureza*
– João Afonso, Diretor da Direção de Estudos e Planeamento Estratégico da SCML e Membro da Coordenação da Aliança ODS Portugal
Moderação: Mário Parra da Silva, Presidente da Aliança ODS Portugal
15h30 – 16h40

Ação pelos ODS -Organizações membro e Embaixadores/as

– ANAM  – Associação Nacional de Assembleias Municipais
Albino Almeida, Presidente
– ISCAL – Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa
Pedro Pinheiro, Presidente; Fernando Seabra, Professor e Membro da Coordenação da Aliança ODS Portugal; Filomena Borba, Técnica do Serviço de Informação e Documentação
– Valor T | SCML – Agência para a Empregabilidade de Pessoas com Deficiência
Vanda Nunes, Coordenadora 
– Carlos Zorrinho, Deputado do Parlamento Europeu e Membro do CSH da Aliança ODS Portugal (vídeo)
16h40 – 17h00

Desempenho dos ODS na Década da Ação

– Anabela Vaz Ribeiro, Executive Director da UN Global Compact Network Portugal

17h00 – 17h40 Cerimónia Protocolar

  • Adesões de Organizações
– Ad Gentes – Associação Leigos Missionários da Consolata
– ANAM – Associação Nacional de Assembleias Municipais
– CMA – Câmara Municipal da Amadora
– Escola Superior de Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve (*)
– Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (*)
– IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave
– IPC – Instituto Politécnico de Coimbra
– IPL – Instituto Politécnico de Lisboa
– IPS – Instituto Politécnico de Santarém
– IPS – Instituto Politécnico de Setúbal
– IPVC  – Instituto Politécnico de Viana do Castelo
– Município de Loulé
– Associação SEI Portugal
  • Confirmação / Nomeação de Embaixadores/as

CONFERÊNCIA COMEMORATIVA

Data: 24 de janeiro, 2023
Horário: 10h00 – 17h30
Local: Sala de Extrações da Lotaria Nacional | Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – Largo Trindade Coelho 1200-470 Lisboa

(*) sob confirmação

Oradores

  • Alexandra Cláudia Rebelo Paio

    Diretora do Programa Doutoral em Arquitetura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos
    SCTE.

  • Albino Almeida

    Presidente
    ANAM

  • Anabela Vaz Ribeiro

    Executive Director
    UN Global Compact Network Portugal

  • Carlos Gaivoto

    Strategic Planning PT network
    Carris

  • Cristina Gouveia

    Diretora Executiva
    Liga para a Proteção da Natureza

  • Cristina Siza Vieira

    CEO – VP Executiva
    Associação da Hotelaria de Portugal

  • Edmundo Martinho

    Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

  • Fernando Miguel Seabra

    Professor no ISCAL e Membro da Coordenação da Aliança ODS Portugal

  • Filomena Borba

    Técnica do Serviço de Informação e Documentação do ISCAL

  • Isabel Neves

    Presidente
    UNA Portugal

  • João Afonso

    Membro da Coordenação
    Aliança ODS Portugal

  • Mário Parra da Silva

    Presidente, APEE e Chair of the Board, UN Global Compact Network Portugal

  • Pedro Krupensk

    Assessor do Conselho de Administração
    Fundação Oriente

  • Pedro Dominguinhos

    Presidente
    Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência

  • Paulo Peixoto

    Professor Associado com Agregação da Faculdade de Economia e Provedor do Estudante da Universidade de Coimbra

  • Pedro Silva

    Finance Head and Sustainability Strategist
    WisdBoard

    https://www.linkedin.com/pulse/business-social-impact-industry-40-pedro-silva/?trackingId=

  • Sérgio Cintra

    Administrador da SCML

  • Vasco de Mello

    Presidente do Conselho de Gerência
    Campião & CIA

  • Vanda Nunes

    Coordenadora da Unidade de Missão
    Valor T

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APEE organiza a 1ª edição da ESG WEEK 2022

A ESG WEEK 2022 é uma iniciativa da APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarialque promove o debate dos grandes temas da Sustentabilidade, enquadrados no domínio ESG – Environmental, Social, Governance – contando com o Banco Montepio, enquanto main sponsor, e os parceiros ISO e Instituto Português Da Qualidade.

Sustainable Finance (ou Finanças Sustentáveis) assume hoje um papel fundamental na concretização dos objetivos inerentes ao Pacto Ecológico Europeu, bem como dos compromissos internacionais da UE em matéria de clima e sustentabilidade, nomeadamente no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Neste contexto de transição para uma economia neutra em carbono, resiliente às alterações climáticas, justa, eficiente na utilização de recursos e assente na circularidade, a integração de indicadores ESG (Environmental, Social and Governance) é determinante para a tomada de decisões de investimento a longo prazo, que construam um futuro sustentável.

Ao longo de 16 conferências, com especialistas nacionais e internacionais, lideres empresariais, representantes da academia, da administração pública e da sociedade civil, num amplo debate sobre os grandes temas da sustentabilidade enquadrados nos domínios ESG.

Na mesma semana, reservada a membros, decorrreu, em simultâneo, na sede do Banco Montepio, a 5ª Reunião Plenária do ISO TC/322, a qual reune em Lisboa experts internacionais oriundos de dezenas de países, que estão, a par de Portugal, a participar na elaboração da futura Norma Internacional de Finanças Sustentáveis.

Conheça, as organizações que estiveram envolvidas na iniciativa:

ESG Week, uma iniciativa da APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial

Visite o nosso site https://esgportugal.pt/.

CT 165 apresenta nova proposta de trabalho no âmbito da normalização nacional

A APEE, na sua qualidade de organismo normalizador setorial, está a preparar a produção de uma nova norma de requisitos no âmbito da CT 165 – Ética nas Organizações.

Encontre aqui mais detalhes sobre este novo projeto e informe-se sobre as vantagens de que pode beneficiar a sua organização, ao participar no trabalho de normalização nacional:

Bem estar e felicidade organizacional

O bem-estar geral e a felicidade no local de trabalho são condições incontornáveis de sucesso para as organizações. A investigação demonstra que indivíduos felizes tendem a ter uma melhor saúde física e psicológica e vivem mais tempo, com melhor desempenho, podem lidar melhor com eventos stressantes, têm relações de trabalho mais positivas e estão mais satisfeitos com os seus empregos, o que se traduz na redução de custos em cuidados de saúde e em ganhos por melhoria do desempenho e aumento de produtividade e sustentabilidade das empresas. Estas condições resultam da interação de um conjunto complexo de variáveis, presentes nos mais diversos ambientes que envolvem a vivência da pessoa e são derivados das respostas que esta produz em face das exigências dessa envolvente – o trabalho, os colegas, a liderança, a família, a vida pessoal, etc, pelo que implicam uma abordagem mais flexível e ampla das questões de segurança e saúde no trabalho, em que não basta prevenir a doença diretamente relacionada com o trabalho e ambiente em que este é exercido e os riscos físicos, mentais e sociais que lhe estão associados, mas também equacionar os estilos de vida podem potenciar ou despoletar esses riscos e interferem significativamente com o desempenho individual, considerando a generalidade de fatores que direta ou indiretamente interferem com as pessoas, dentro e fora do contexto de trabalho.

O bem-estar e a felicidade no local de trabalho são condições altamente lucrativas para as organizações e estão ao alcance de todas, independentemente da sua dimensão ou área de negócio; contudo devem ser abordadas pelas lideranças e demais responsáveis com a preparação adequada. As ações de formação que a academia APEE concebeu, neste âmbito, visam dar uma resposta qualificada e especializada a esta necessidade.

 Participe!

Assédio no local de trabalho: caracterização, prevenção e combate

Opinião de Mário Parra da Silva, Presidente da APEE, em “101 vozes pela sustentabilidade” uma declaração de interdependência

Porque precisamos de nos preocupar com os desafios colocados pelas megatendências ligadas à sustentabilidade? 

De forma geral a economia portuguesa é pobremente posicionada nas cadeias de valor globais, envolvida no fornecimento de componentes, mas não controlando o produto final, ou a sua conceção, design, financiamento e marketing. Assim o “input” para as indústrias nacionais é a solicitação do Cliente em produtos em curso de desenvolvimento. Raramente o empresário português é envolvido na inovação e na conceção dos produtos do futuro. Isso refletiu-se na forma como entre nós foi recebido o movimento da Responsabilidade Social, entre 2000 e 2010. A geral indiferença das PMEs foi acompanhada de aproveitamento da “moda” por departamentos de comunicação, que viram uma ótima oportunidade de mensagens apelativas com baixo custo real.
Mas não era uma moda, tratava-se sim do primeiro sintoma de que algo estava mal no modelo de desenvolvimento, que tinha criado empresas alheias à Sociedade exceto no aproveitamento da capacidade e desejos de consumo, criando cada vez maiores problemas na vida quotidiana das pessoas e maior pressão sobre os recursos naturais.
A palavra “responsabilidade” caía mal numa cultura popular que havia sido orientada para os “direitos” como suporte à ânsia de consumir. Enganado pelas palavras, o cidadão médio achava que tinha “direito à saúde” quando o que tinha era direito aos cuidados de saúde, sendo a sua saúde em última análise sua própria responsabilidade. Consagrou-se o “direito ao trabalho”, mas não a responsabilidade pela aquisição de competências e a responsabilidade pelo bom exercício do seu ofício. E assim por diante.
O modelo de desenvolvimento assentava (assenta?) no caminho linear produção- consumo-destruição, em que o cidadão é substituído pelo consumidor, entidade essencialmente passiva e egoísta, constantemente motivado para gastar o que ganha hoje e endividar-se gastando o que vai ganhar amanhã.
Como logo nos anos 70 avisou o Clube de Roma e o seu grupo de investigadores do MIT, este ciclo podia ser observado matematicamente e prever-se o seu fim, por esgotamento em recursos naturais e crescimento de impactes ambientais.
Apesar de saudado e amplamente citado, o estudo “Limites do Crescimento” permaneceu uma curiosidade académica e uma bandeira para pequenos grupos de ecologistas, classificados de pessimistas que não haviam sido capazes de incorporar nas suas previsões o efeito de ações corretivas como a reciclagem, de novas descobertas como os recursos petrolíferos, ou do efeito da mineração dos oceanos, que quando combinadas atirariam o tal “limite” para um futuro longínquo.
Nem o Relatório Brundtland no fim dos anos 80 abalou essa (conveniente) convicção de que se tratava de exagero de ecologistas, muitas vezes politicamente suspeitos de serem antissistema e movidos por inveja dos mais ricos e poderosos.
Neste contexto, a responsabilidade social surgia como um folclore que importava não contrariar abertamente, mas que deveria ser empurrado para os assuntos sem importância de maior nos negócios.
Quanto ao dito “desenvolvimento sustentável” foi tratado como séria ameaça, por ser uma forma disfarçada de aumento de impostos. O que se pretendia era fazer as empresas pagar por externalidades da atividade económica que cabia ao Estado resolver. O maior contributo das Empresas para a sua responsabilidade e para a sustentabilidade do desenvolvimento seria pagar os seus impostos e contribuir para a riqueza da sociedade, com postos de trabalho e compra aos fornecedores. Friedman dixit. O problema devia ser visto como “tornar sustentável o atual modelo de desenvolvimento” e não imaginar um outro modelo diferente.
Em 2006 Carlos Zorrinho, então Ministro, anunciava para a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável três metas transversais: colocar Portugal em 2015 num patamar de desenvolvimento próximo da média europeia, entre os primeiros 15 países do Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e entre os primeiros 25 mais competitivos do mundo.
Era mais um Plano, entre muitos, desde o Plano Energético ao Tecnológico.
Mas o ambiente geral de negócios era adverso e a crise de 2008 deitou por terra o que restava.

Apesar das hesitações, a empresa portuguesa não podia ignorar o que se passava em mercados mais avançados, porque os clientes falavam cada vez mais em requisitos, tanto para produtos como para as empresas em si. Os relatórios são cada vez mais exigidos, as evidências requeridas em áreas como a ética, o tratamento de efluentes, as fontes de energia e controle de consumos, as relações laborais e envolvente social, o próprio modelo de governação, mesmo em PMEs.

Em 2015, quando foi proclamada a Agenda 2030 das Nações Unidas, as grandes tendências da sustentabilidade ficaram identificadas. Antes de mais, dar a todos uma vida digna – sem pobreza, nem fome, com acesso a cuidados de saúde e bem-estar, com acesso à educação e à realização profissional, sem discriminação, de género e outras.
Criar um novo paradigma de desenvolvimento que aproxime Países e Comunidades, em vez de aprofundar o fosso entre ricos e pobres.
Cuidar da Vida, na Terra e nos Oceanos, a par do combate às Alterações Climáticas induzidas pela atividade humana na produção e consumo de energia, na atividade industrial, nos transportes e na extração mineira.
Criar Instituições fortes, democráticas, justas e respeitadas, que possam garantir a Paz e a Cooperação.
É uma Agenda Global, para todos os Estados e para todos os Seres Humanos, aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas. Como outras resoluções anteriores correu o risco de ser um nado-morto, ignorada e desprezada como uma mera declaração de boas intenções, sem relação com o mundo real.
Mas a necessidade impôs-se (Al Gore deu um forte impulso) e tal não aconteceu, pelo contrário, a sua aceitação foi geral, em Organizações e Países. Pela primeira vez a Humanidade teve um Guia global, geralmente aceite e seguido. A Utopia faz-se realidade.
Para a economia portuguesa é uma oportunidade de reconhecer as necessidades globais e de procurar respostas, de desenvolver novas soluções, de oferecer valor aos seus Clientes indo ao encontro do que eles procuram, na certeza de que todos estão a procurar responder às novas tendências dos (agora) Cidadãos-Consumidores ou consumidores mais conscientes.
Não é “business as usual”, mas verdadeira mudança.

Que passa também pela Pessoa que trabalha. Neste novo modelo, os conceitos que antes não faziam parte do mundo do trabalho adquirem centralidade. O bem-estar (e não apenas a ausência de acidentes), a felicidade pessoal (e não o desdém pelos problemas particulares), a conciliação com as dimensões familiar e pessoal da vida, a atração e retenção de talentos, o sentido de propósito e a realização no exercício profissional. A organização que integra as Pessoas em vez de simplesmente as usar.
Os produtos na totalidade do seu ciclo de vida e não apenas no período do seu uso primário. De onde vêm e que lhes vai suceder após o uso? Como “circularizar” a matéria-prima? Como substituir artefactos materiais por experiências? Como fornecer soluções ou serviços em vez de produtos?
Como adaptar a atividade à redução do consumo de energia? E como tratar a água como o recurso precioso e escasso que de facto é? E que novos materiais e novos processos poderemos adotar para responder a estes desafios? Que novos alimentos poderemos desenvolver e oferecer? Como os embalar em segurança? E que novas atividades e profissões poderão ser criadas ou reinventadas, que novas artesanias, que futuras atividades sociais, culturais, lúdicas, poderão dar trabalho e emprego? Que novas formas de relação entre as pessoas poderão ser usadas para responder a necessidades sociais de serviços públicos, de acompanhamento, de cuidado?
Como usar a tecnologia para saber melhor o que fazer, quando e como? E como aproveitar a tecnologia e as comunicações para ensinar melhor, para mostrar os caminhos da aprendizagem, para tornar ricos em experiências os primeiros anos da vida, os mais intensos em capacidade de apreender?
Nesta nova configuração o Estado terá de ser profundamente reformado, com uma nova conceção de Serviço Publico, e não de incentivo à proliferação de pequenos poderes. Não será possível numa sociedade de baixo consumo energético e de “leveza” (uma das propostas de Italo Calvino nas célebres Lições Americanas), ter um Estado tipo Indústria 2.0, pesado e grosso, burocrático e irresponsável, dirigido por poderes e não servidores – afinal o sentido original da palavra “ministro”. Só assim o pesadíssimo custo que as Empresas suportam, poderá ter a contrapartida de suporte que é suposto o Estado proporcionar. Ou o Estado reduz a carga que impõe à economia ou presta serviços com eficiência e eficácia.

As Instituições económicas terão de se abrir aos que transportam e desenvolvem os conhecimentos de hoje e do futuro e não continuarem a homenagear e dar palco a ilustres, mas ultrapassados, saberes do anterior modelo de desenvolvimento, que, compreensivelmente, desvalorizam tudo o que não sabem.
Não é uma questão de idade, mas de aprendizagem contínua. Está extinto o modelo que dividia a vida em três períodos – no primeiro aprendia-se, no segundo trabalhava-se e no terceiro descansava-se. Hoje a aprendizagem terá de ser continua, o trabalho deve ser gratificante e gerar bem-estar, os períodos de repouso são ao longo da vida, a atividade produtiva ou mesmo profissional estende-se para
lá da suposta “idade de reforma”.
As Organizações em geral e as Empresas em particular, deverão analisar com frontalidade os seus modelos de negócio (por exemplo usando o ciclo de Deming) e introduzir a reflexão sistemática sobre o que fazem e porque o fazem, tendo em mente a sua sobrevivência a médio e longo prazo. Será essencial aumentar e mesmo universalizar a fluência em língua inglesa, pelo menos escrita, de modo a viabilizar a aquisição de novos conhecimentos. As Organizações e as Empresas, em particular, deverão valorizar os Jovens e abrir-se à sua influência inovadora, aceitando e aprendendo a conviver com estilos de vida e formas de trabalho mais flexíveis e mais interativos com meios tecnológicos. As diferenças salariais, por muito que isso custe a alguns, devem ser dependentes do conhecimento valioso para a
Organização e não da antiguidade.
Portugal fez uma revolução pioneira em 1974, logo seguida pela Espanha e Grécia e saudada em todo o Mundo. 48 anos depois exige-se uma reflexão sobre o envelhecimento das instituições e a falta de resposta que nos leva à incapacidade de concorrer com outros Estados da União Europeia.
O desafio do Desenvolvimento Sustentável é uma oportunidade de rever os nossos modelos de governo
e funcionamento económico. Poderá não haver outra.

Como é que a sua organização / setor / contexto tem enfrentado os desafios colocados por essas
megatendências?

A APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, trabalha na difusão e adoção da Ética nos negócios (Business Ethics) e da Responsabilidade Social, através principalmente das Normas ISO e Nacionais, enquanto Organismo Normalizador Setorial, reconhecido pelo IPQ. Assegura a participação portuguesa nos Organismos da ISO e da UE ligados à ISO 26000, às Compras Sustentáveis, Economia Circular, Finanças Sustentáveis, Relatórios ESG e Igualdade de Género. A nível nacional também coordena Comissões Técnicas nas áreas da Conciliação, Bem Estar e Felicidade Organizacional. Atua em todas as áreas conexas com a Ética nas Organizações, auxiliando na criação de cultura organizacional, assente em valores e no combate à corrupção e suborno.
A APEE tem exercido uma ação catalisadora nos domínios do conhecimento, do envolvimento em programas de ação, do estímulo à inovação e da representação de interesses, sendo uma das principais referências nacionais na Sustentabilidade.


O que é a sua organização / setor / contexto tem feito em concreto, em termos de produtos e serviços, para dar resposta a esses desafios?

A APEE realizou, nos 20 anos que leva de existência, centenas de sessões de divulgação, sensibilização, informação e discussão sobre os temas da Sustentabilidade assente em Valores Éticos.
Organiza desde 2006, sem interrupção, a Semana da Responsabilidades Social, publicou Normas Portuguesas, transpôs Normas Internacionais, publicou inúmeros artigos de opinião, realizou milhares de horas de formação, enfim, procurou impulsionar o Desenvolvimento Sustentável, convicta de que é condição de competitividade e modernidade da economia portuguesa, além de ser um imperativo global.
Na cooperação com múltiplas instituições de Ensino Superior, e envolvendo-se em cursos, pós-graduações, mestrados, seminários e publicações, a APEE contribuiu para a formação dos Jovens nestes temas tão marcantes para o seu futuro. Na cooperação internacional a APEE destacou-se no apoio a Angola e à criação da Associação Angolana de Ética e Sustentabilidade, com o objetivo de
nesse País concretizar a representação do UNGC e a colaboração com a ISO, através do IANORQ.


Em termos pessoais, como vê o futuro do nosso planeta, quais as principais ameaças e quais as
grandes oportunidades?

O Modelo de desenvolvimento dos últimos 70 anos foi bem-sucedido em muitas áreas, nomeadamente da Saúde Publica e do desenvolvimento das regiões antes sujeitas a regimes coloniais, hoje países em rápido crescimento. Mas desconhecia os impactes ambientais que gerava e o aquecimento global provocado quer pelos GEE, quer por outras causas. A escassez de recursos foi gerida, mas as alterações climáticas impuseram-se, como verdade, embora inconveniente.

Nada que o engenho humano não consiga resolver, nada que as futuras gerações não possam encarar com sucesso. A par dos enormes desafios que enfrentamos, está também a enorme evolução tecnológica que nos deu instrumentos antes inexistentes.
A questão está na vontade política.
Mas até neste terreno permito-me ser otimista, já que, para além dos inevitáveis egoísmos nacionais, as organizações multilaterais têm produzido uma mensagem consistentemente positiva. Multiplicam-se as iniciativas de cooperação humana, em que vários Países e Regiões se concertam para encontrar respostas e implementar soluções.
A opinião publica, para lá de algum folclore mediático, está ganha pelo menos na Europa, e tem mostrado cada vez mais disponibilidade para suportar as opções pelo Desenvolvimento Sustentável e as limitações que daí decorram. Um novo Estilo de Vida está a criar condições para um novo Modelo de Desenvolvimento.
Na observação do Tempo Jornalístico vê-se desordem, confusão, conflitos, corrupção e crimes. Mas no Tempo Histórico vê-se cooperação, convergência, mudança de paradigmas, progresso, direitos humanos, reconciliação com a natureza, má imagem dos que persistem em negar as evidências.
As Nações Unidas ganharam uma centralidade nova, bem como as suas iniciativas multilaterais. Estão em construção as instituições que irão coordenar um Planeta unificado, que irão dar estrutura ao mundo global e que irão representar a Humanidade no seu todo. A parábola da borboleta que agita as asas e provoca um tornado a 10.000 km de distância mostra-nos a realidade do futuro – estamos “interdependentes”, e a pandemia está a deixar isso ainda mais evidente. Ou todos estão protegidos ou ninguém estará a salvo.
Há muito que fazer.

APEE coorganiza side event oficial da UN Ocean Conference

No âmbito da UN OCEAN CONFERENCE a Associação Portuguesa de Ética Empresarial, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA coorganizam o evento Blue economy and decarbonization to meet the climate crisis: an international agenda.

 Este side-event oficial da UN Ocean Conference contará com um painel internacional composto por membros dos governos português e norte-americano e de instituições internacionais como o Woods Hole Oceanographic Institution e a UN Global Compact Ocean Coalition, membros da academia e de organismos nacionais como a Associação Portuguesa de Ética EmpresarialIPMA e Fundação Calouste Gulbenkian.

No dia 30 de junho às 16h, junte-se a nós na Altice Arena e faça parte do debate em torno da importância das relações de cooperação transatlântica para o desenvolvimento de uma Blue Economy – e para o desenvolvimento de um ecossistema de inovação para a bio economia que promova a Descarbonização e o Crescimento Sustentável.

Local: ALTICE Arena, side event room 1

SRS 2021 | Planeta, Pessoas, Propósito – Universidade de Coimbra

Pessoas: o principal ativo e motor do desenvolvimento da universidade de coimbra

Num ano que continuará a ser marcado pelos desafios de uma pandemia à escala global, a Semana da Responsabilidade Social 2021, promovida pela APEE e pela GCNP, e a decorrer entre os dias 21 e 25 de junho, centra atenções em três eixos estratégicos “Planeta ▪ Pessoas ▪ Propósito”. O Planeta, que permite e acolhe a vida das Pessoas, que o habitam e cuidam através de um Propósito, que as move e orienta.
De uma forma crescente, estes temas – a conservação dos ecossistemas, o bem-estar das populações e o propósito das organizações -, alinhados com um modelo de desenvolvimento sustentável, assumem uma importância sinérgica, promotora de uma sociedade mais justa, próspera e equilibrada.
A Universidade de Coimbra associa-se, uma vez mais à Semana da Responsabilidade Social, coorganizando, em 2021, uma conferência sobre “Governação das Organizações e Integridade: Pessoas, Tecnologias e a Dimensão Global”.
Em entrevista, Amílcar Falcão, Reitor da Universidade de Coimbra, afirma que “a Universidade reconhece as pessoas como o seu principal ativo e motor do desenvolvimento”, reforçando que “são as pessoas (estudantes, professores, funcionários, etc) que idealizam e desenvolvem projetos (científicos e não científicos), sendo também elas as protagonistas na sua implementação e dinamização”.
Para Amílcar Falcão, “é urgente reforçar a consciência e a ação cívica, avaliar impactos e responder às necessidades do presente, sem comprometer o futuro”.

APEE/GCNP: Num mundo em constante evolução, como é que se conjuga a relevância histórica de uma instituição como a Universidade de Coimbra (UC) com a aposta na tecnologia, no desenvolvimento de novos projetos e, no fundo, no futuro mais sustentável? Considera que esta aliança entre o passado e o futuro é um dos principais fatores de diferenciação da UC?

AF: A Universidade de Coimbra (UC) celebra este ano 731 anos. É um número que apela à memória da instituição e simultaneamente ao que queremos para o seu futuro. É um número só alcançável por instituições que ao longo da sua existência se souberam posicionar de forma consistente à frente do seu tempo e sempre com os olhos postos no futuro, continuando com o mesmo espírito de antecipação em relação às tendências para as próximas décadas. A UC soube e continuará a saber adaptar-se não só às necessidades emergentes, mas também antecipar as necessidades futuras.

APEE/GCNP: A Universidade de Coimbra tem tido uma preocupação crescente em estar junto do tecido empresarial. De que forma é que a Universidade de Coimbra, através do UC Business, pretende ser um parceiro central do tecido empresarial? Existem nesta relação de transferência de conhecimento e de tecnologia preocupações relacionadas com a sustentabilidade?

AF: O UC Business é o resultado de 25 anos de desenvolvimento do primeiro gabinete de transferência de tecnologia do país no Ensino Superior. Inclui uma equipa que fomenta o espírito critico e empreendedor dos jovens, promovendo a vigilância tecnológica ativa, e apoiando, sobretudo, a valorização da tecnologia desenvolvida pelos cientistas da UC.
Pela primeira vez temos uma equipa de gestores de inovação dedicados à prospeção de mercado, auscultando as empresas e identificando as suas necessidades que podem ser satisfeitas com a ciência produzida pela UC.
Fazem ainda parte deste grupo gestores de Plataformas Tecnológicas e de Serviços, Prestações de Serviços Especializados e de Associações Privadas Sem Fins Lucrativos.

APEE/GCNP: Na terceira edição do Times Higher Education Impact Rankings, a Universidade de Coimbra é a melhor instituição de ensino superior no cumprimento do ODS 2 – Erradicar a fome, ocupando o 3.º lugar, e a única universidade portuguesa com presença no TOP 20 mundial no mesmo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável. O que é que esta distinção representa para a UC?

AF: Esta distinção representa o esforço realizado nos últimos anos pela comunidade académica. A Universidade reconhece as pessoas como o seu principal ativo e motor do desenvolvimento. São as pessoas (estudantes, professores, funcionários, etc.) que idealizam e desenvolvem projetos (científicos e não científicos), sendo também elas as protagonistas na sua implementação e dinamização. É por isso um resultado que deve orgulhar todos!

APEE/GCNP: Numa publicação recentemente apresentada, a UC reforça o seu compromisso com os ODS sob o mote “Contribuir para um mundo diferente, fazendo a diferença”, apresentando o seu contributo para todos os ODS. O que motiva a UC a ir para além do ODS 4 – Educação de Qualidade, estendendo a sua ação a todos os outros Objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável?

AF: Para salvaguardamos a Humanidade, deve imperar a nossa capacidade de pensar em quem ainda nem sequer nasceu e que, por isso mesmo, ainda nem voz tem para criticar a forma como governamos atualmente o mundo. É nossa obrigação, no fundo, garantir que as decisões hoje tomadas não irão comprometer a vida dos nossos descendentes no amanhã. Foi nesse sentido que a UC lançou este ano a sua página dedicada ao Desenvolvimento Sustentável onde agrega todas as informações e projetos relacionados com a Agenda 2030 das Nações Unidas. Percebemos que já o fazíamos ainda que de forma não organizada e, portanto, foi uma oportunidade que surgiu aquando da realização do primeiro relatório de Sustentabilidade da UC.

Seria redutor pensar que só poderíamos contribuir para o ODS 4, começando desde logo pela missão de formar os líderes que amanhã trabalharão nas mais diversas áreas. Em segundo lugar porque também a UC, enquanto instituição deve repensar a sua estratégia e gestão de forma a dar resposta aos diferentes desafios.

APEE/GCNP: A Semana da Responsabilidade Social 2021 vai realizar-se em torno de três eixos: Planeta, Pessoas e Propósito. O que motiva a Universidade de Coimbra a promover o debate sobre “Governação das Organizações e Integridade: Pessoas, Tecnologias e a Dimensão Global”?

AF: No ano passado a SRS levou-nos a refletir sobre a “Agenda 2030 nas Instituições de Ensino Superior: Educação, Investigação e Inovação”, numa sessão que envolveu diversos agentes da sociedade. Este ano o desafio levou-nos para a “Governação das Organizações e Integridade: Pessoas, Tecnologias e a Dimensão Global” fruto do reconhecimento nacional e internacional do Curso de Doutoramento em Governação, Conhecimento e Inovação ministrado pela FEUC. Participam nesta sessão o Professor Doutor Tiago Santos Pereira, Co-cordenador do Doutoramento em Governação, o Professor Doutor Bernardo Fazendeiro, Professor Auxiliar Convidado de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da UC e a Doutora Mónica Lopes, Investigadora do Centro de Estudos Sociais, Coordenadora Nacional do Projeto Europeu SUPERA “Promoção de Igualdade na Investigação e Academia”.

APEE/GCNP: Qual é o Propósito da UC e de que modo é que a aposta no desenvolvimento Sustentável contribui para a concretização do mesmo?

AF: A UC assumiu, no seu Plano Estratégico para 2019-2023, a visão: “Ser internacionalmente reconhecida como uma universidade de investigação, em que a produção de conhecimento de elevada qualidade influencie o processo educativo e aumente a partilha de conhecimento com a sociedade, dando resposta aos problemas que são de todos/as e de cada um/a e contribuindo sem reservas para o desenvolvimento sustentável.”.
Esta é a visão que temos e que queremos desenvolver nos próximos anos. É para isso urgente reforçar a consciência e a ação cívica, avaliar impactos e responder às necessidades do presente, sem comprometer o futuro!

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