Opinião de Mário Parra da Silva, Presidente da APEE, em "101 vozes pela sustentabilidade"

Uma Declaração de Interdependência

 

- Porque precisamos de nos preocupar com os desafios colocados pelas megatendências ligadas à sustentabilidade? 

De forma geral a economia portuguesa é pobremente posicionada nas cadeias de valor globais, envolvida no fornecimento de componentes, mas não controlando o produto final, ou a sua conceção, design, financiamento e marketing. Assim o “input” para as indústrias nacionais é a solicitação do Cliente em produtos em curso de desenvolvimento. Raramente o empresário português é envolvido na inovação e na conceção dos produtos do futuro. Isso refletiu-se na forma como entre nós foi recebido o movimento da Responsabilidade Social, entre 2000 e 2010. A geral indiferença das PMEs foi acompanhada de aproveitamento da “moda” por departamentos de comunicação, que viram uma ótima oportunidade de mensagens apelativas com baixo custo real.
Mas não era uma moda, tratava-se sim do primeiro sintoma de que algo estava mal no modelo de desenvolvimento, que tinha criado empresas alheias à Sociedade exceto no aproveitamento da capacidade e desejos de consumo, criando cada vez maiores problemas na vida quotidiana das pessoas e maior pressão sobre os recursos naturais.
A palavra “responsabilidade” caía mal numa cultura popular que havia sido orientada para os “direitos” como suporte à ânsia de consumir. Enganado pelas palavras, o cidadão médio achava que tinha “direito à saúde” quando o que tinha era direito aos cuidados de saúde, sendo a sua saúde em última análise sua própria responsabilidade. Consagrou-se o “direito ao trabalho”, mas não a responsabilidade pela aquisição de competências e a responsabilidade pelo bom exercício do seu ofício. E assim por diante.
O modelo de desenvolvimento assentava (assenta?) no caminho linear produção- consumo-destruição, em que o cidadão é substituído pelo consumidor, entidade essencialmente passiva e egoísta, constantemente motivado para gastar o que ganha hoje e endividar-se gastando o que vai ganhar amanhã.
Como logo nos anos 70 avisou o Clube de Roma e o seu grupo de investigadores do MIT, este ciclo podia ser observado matematicamente e prever-se o seu fim, por esgotamento em recursos naturais e crescimento de impactes ambientais.
Apesar de saudado e amplamente citado, o estudo “Limites do Crescimento” permaneceu uma curiosidade académica e uma bandeira para pequenos grupos de ecologistas, classificados de pessimistas que não haviam sido capazes de incorporar nas suas previsões o efeito de ações corretivas como a reciclagem, de novas descobertas como os recursos petrolíferos, ou do efeito da mineração dos oceanos, que quando combinadas atirariam o tal “limite” para um futuro longínquo.
Nem o Relatório Brundtland no fim dos anos 80 abalou essa (conveniente) convicção de que se tratava de exagero de ecologistas, muitas vezes politicamente suspeitos de serem antissistema e movidos por inveja dos mais ricos e poderosos.
Neste contexto, a responsabilidade social surgia como um folclore que importava não contrariar abertamente, mas que deveria ser empurrado para os assuntos sem importância de maior nos negócios.
Quanto ao dito “desenvolvimento sustentável” foi tratado como séria ameaça, por ser uma forma disfarçada de aumento de impostos. O que se pretendia era fazer as empresas pagar por externalidades da atividade económica que cabia ao Estado resolver. O maior contributo das Empresas para a sua responsabilidade e para a sustentabilidade do desenvolvimento seria pagar os seus impostos e contribuir para a riqueza da sociedade, com postos de trabalho e compra aos fornecedores. Friedman dixit. O problema devia ser visto como “tornar sustentável o atual modelo de desenvolvimento” e não imaginar um outro modelo diferente.
Em 2006 Carlos Zorrinho, então Ministro, anunciava para a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável três metas transversais: colocar Portugal em 2015 num patamar de desenvolvimento próximo da média europeia, entre os primeiros 15 países do Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e entre os primeiros 25 mais competitivos do mundo.
Era mais um Plano, entre muitos, desde o Plano Energético ao Tecnológico.
Mas o ambiente geral de negócios era adverso e a crise de 2008 deitou por terra o que restava.

Apesar das hesitações, a empresa portuguesa não podia ignorar o que se passava em mercados mais avançados, porque os clientes falavam cada vez mais em requisitos, tanto para produtos como para as empresas em si. Os relatórios são cada vez mais exigidos, as evidências requeridas em áreas como a ética, o tratamento de efluentes, as fontes de energia e controle de consumos, as relações laborais e envolvente social, o próprio modelo de governação, mesmo em PMEs.

Em 2015, quando foi proclamada a Agenda 2030 das Nações Unidas, as grandes tendências da sustentabilidade ficaram identificadas. Antes de mais, dar a todos uma vida digna – sem pobreza, nem fome, com acesso a cuidados de saúde e bem-estar, com acesso à educação e à realização profissional, sem discriminação, de género e outras.
Criar um novo paradigma de desenvolvimento que aproxime Países e Comunidades, em vez de aprofundar o fosso entre ricos e pobres.
Cuidar da Vida, na Terra e nos Oceanos, a par do combate às Alterações Climáticas induzidas pela atividade humana na produção e consumo de energia, na atividade industrial, nos transportes e na extração mineira.
Criar Instituições fortes, democráticas, justas e respeitadas, que possam garantir a Paz e a Cooperação.
É uma Agenda Global, para todos os Estados e para todos os Seres Humanos, aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas. Como outras resoluções anteriores correu o risco de ser um nado-morto, ignorada e desprezada como uma mera declaração de boas intenções, sem relação com o mundo real.
Mas a necessidade impôs-se (Al Gore deu um forte impulso) e tal não aconteceu, pelo contrário, a sua aceitação foi geral, em Organizações e Países. Pela primeira vez a Humanidade teve um Guia global, geralmente aceite e seguido. A Utopia faz-se realidade.
Para a economia portuguesa é uma oportunidade de reconhecer as necessidades globais e de procurar respostas, de desenvolver novas soluções, de oferecer valor aos seus Clientes indo ao encontro do que eles procuram, na certeza de que todos estão a procurar responder às novas tendências dos (agora) Cidadãos-Consumidores ou consumidores mais conscientes.
Não é “business as usual”, mas verdadeira mudança.

Que passa também pela Pessoa que trabalha. Neste novo modelo, os conceitos que antes não faziam parte do mundo do trabalho adquirem centralidade. O bem-estar (e não apenas a ausência de acidentes), a felicidade pessoal (e não o desdém pelos problemas particulares), a conciliação com as dimensões familiar e pessoal da vida, a atração e retenção de talentos, o sentido de propósito e a realização no exercício profissional. A organização que integra as Pessoas em vez de simplesmente as usar.
Os produtos na totalidade do seu ciclo de vida e não apenas no período do seu uso primário. De onde vêm e que lhes vai suceder após o uso? Como “circularizar” a matéria-prima? Como substituir artefactos materiais por experiências? Como fornecer soluções ou serviços em vez de produtos?
Como adaptar a atividade à redução do consumo de energia? E como tratar a água como o recurso precioso e escasso que de facto é? E que novos materiais e novos processos poderemos adotar para responder a estes desafios? Que novos alimentos poderemos desenvolver e oferecer? Como os embalar em segurança? E que novas atividades e profissões poderão ser criadas ou reinventadas, que novas artesanias, que futuras atividades sociais, culturais, lúdicas, poderão dar trabalho e emprego? Que novas formas de relação entre as pessoas poderão ser usadas para responder a necessidades sociais de serviços públicos, de acompanhamento, de cuidado?
Como usar a tecnologia para saber melhor o que fazer, quando e como? E como aproveitar a tecnologia e as comunicações para ensinar melhor, para mostrar os caminhos da aprendizagem, para tornar ricos em experiências os primeiros anos da vida, os mais intensos em capacidade de apreender?
Nesta nova configuração o Estado terá de ser profundamente reformado, com uma nova conceção de Serviço Publico, e não de incentivo à proliferação de pequenos poderes. Não será possível numa sociedade de baixo consumo energético e de “leveza” (uma das propostas de Italo Calvino nas célebres Lições Americanas), ter um Estado tipo Indústria 2.0, pesado e grosso, burocrático e irresponsável, dirigido por poderes e não servidores – afinal o sentido original da palavra “ministro”. Só assim o pesadíssimo custo que as Empresas suportam, poderá ter a contrapartida de suporte que é suposto o Estado proporcionar. Ou o Estado reduz a carga que impõe à economia ou presta serviços com eficiência e eficácia.

As Instituições económicas terão de se abrir aos que transportam e desenvolvem os conhecimentos de hoje e do futuro e não continuarem a homenagear e dar palco a ilustres, mas ultrapassados, saberes do anterior modelo de desenvolvimento, que, compreensivelmente, desvalorizam tudo o que não sabem.
Não é uma questão de idade, mas de aprendizagem contínua. Está extinto o modelo que dividia a vida em três períodos – no primeiro aprendia-se, no segundo trabalhava-se e no terceiro descansava-se. Hoje a aprendizagem terá de ser continua, o trabalho deve ser gratificante e gerar bem-estar, os períodos de repouso são ao longo da vida, a atividade produtiva ou mesmo profissional estende-se para
lá da suposta “idade de reforma”.
As Organizações em geral e as Empresas em particular, deverão analisar com frontalidade os seus modelos de negócio (por exemplo usando o ciclo de Deming) e introduzir a reflexão sistemática sobre o que fazem e porque o fazem, tendo em mente a sua sobrevivência a médio e longo prazo. Será essencial aumentar e mesmo universalizar a fluência em língua inglesa, pelo menos escrita, de modo a viabilizar a aquisição de novos conhecimentos. As Organizações e as Empresas, em particular, deverão valorizar os Jovens e abrir-se à sua influência inovadora, aceitando e aprendendo a conviver com estilos de vida e formas de trabalho mais flexíveis e mais interativos com meios tecnológicos. As diferenças salariais, por muito que isso custe a alguns, devem ser dependentes do conhecimento valioso para a
Organização e não da antiguidade.
Portugal fez uma revolução pioneira em 1974, logo seguida pela Espanha e Grécia e saudada em todo o Mundo. 48 anos depois exige-se uma reflexão sobre o envelhecimento das instituições e a falta de resposta que nos leva à incapacidade de concorrer com outros Estados da União Europeia.
O desafio do Desenvolvimento Sustentável é uma oportunidade de rever os nossos modelos de governo
e funcionamento económico. Poderá não haver outra.

 

- Como é que a sua organização / setor / contexto tem enfrentado os desafios colocados por essas
megatendências?

A APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, trabalha na difusão e adoção da Ética nos negócios (Business Ethics) e da Responsabilidade Social, através principalmente das Normas ISO e Nacionais, enquanto Organismo Normalizador Setorial, reconhecido pelo IPQ. Assegura a participação portuguesa nos Organismos da ISO e da UE ligados à ISO 26000, às Compras Sustentáveis, Economia Circular, Finanças Sustentáveis, Relatórios ESG e Igualdade de Género. A nível nacional também coordena Comissões Técnicas nas áreas da Conciliação, Bem Estar e Felicidade Organizacional. Atua em todas as áreas conexas com a Ética nas Organizações, auxiliando na criação de cultura organizacional, assente em valores e no combate à corrupção e suborno.
A APEE tem exercido uma ação catalisadora nos domínios do conhecimento, do envolvimento em programas de ação, do estímulo à inovação e da representação de interesses, sendo uma das principais referências nacionais na Sustentabilidade.


- O que é a sua organização / setor / contexto tem feito em concreto, em termos de produtos e serviços,
para dar resposta a esses desafios?

A APEE realizou, nos 20 anos que leva de existência, centenas de sessões de divulgação, sensibilização, informação e discussão sobre os temas da Sustentabilidade assente em Valores Éticos.
Organiza desde 2006, sem interrupção, a Semana da Responsabilidades Social, publicou Normas Portuguesas, transpôs Normas Internacionais, publicou inúmeros artigos de opinião, realizou milhares de horas de formação, enfim, procurou impulsionar o Desenvolvimento Sustentável, convicta de que é condição de competitividade e modernidade da economia portuguesa, além de ser um imperativo global.
Na cooperação com múltiplas instituições de Ensino Superior, e envolvendo-se em cursos, pós-graduações, mestrados, seminários e publicações, a APEE contribuiu para a formação dos Jovens nestes temas tão marcantes para o seu futuro. Na cooperação internacional a APEE destacou-se no apoio a Angola e à criação da Associação Angolana de Ética e Sustentabilidade, com o objetivo de
nesse País concretizar a representação do UNGC e a colaboração com a ISO, através do IANORQ.


- Em termos pessoais, como vê o futuro do nosso planeta, quais as principais ameaças e quais as
grandes oportunidades?

O Modelo de desenvolvimento dos últimos 70 anos foi bem-sucedido em muitas áreas, nomeadamente da Saúde Publica e do desenvolvimento das regiões antes sujeitas a regimes coloniais, hoje países em rápido crescimento. Mas desconhecia os impactes ambientais que gerava e o aquecimento global provocado quer pelos GEE, quer por outras causas. A escassez de recursos foi gerida, mas as alterações climáticas impuseram-se, como verdade, embora inconveniente.

Nada que o engenho humano não consiga resolver, nada que as futuras gerações não possam encarar com sucesso. A par dos enormes desafios que enfrentamos, está também a enorme evolução tecnológica que nos deu instrumentos antes inexistentes.
A questão está na vontade política.
Mas até neste terreno permito-me ser otimista, já que, para além dos inevitáveis egoísmos nacionais, as organizações multilaterais têm produzido uma mensagem consistentemente positiva. Multiplicam-se as iniciativas de cooperação humana, em que vários Países e Regiões se concertam para encontrar respostas e implementar soluções.
A opinião publica, para lá de algum folclore mediático, está ganha pelo menos na Europa, e tem mostrado cada vez mais disponibilidade para suportar as opções pelo Desenvolvimento Sustentável e as limitações que daí decorram. Um novo Estilo de Vida está a criar condições para um novo Modelo de Desenvolvimento.
Na observação do Tempo Jornalístico vê-se desordem, confusão, conflitos, corrupção e crimes. Mas no Tempo Histórico vê-se cooperação, convergência, mudança de paradigmas, progresso, direitos humanos, reconciliação com a natureza, má imagem dos que persistem em negar as evidências.
As Nações Unidas ganharam uma centralidade nova, bem como as suas iniciativas multilaterais. Estão em construção as instituições que irão coordenar um Planeta unificado, que irão dar estrutura ao mundo global e que irão representar a Humanidade no seu todo. A parábola da borboleta que agita as asas e provoca um tornado a 10.000 km de distância mostra-nos a realidade do futuro – estamos “interdependentes”, e a pandemia está a deixar isso ainda mais evidente. Ou todos estão protegidos ou ninguém estará a salvo.
Há muito que fazer.

APEE coorganiza side event oficial da UN Ocean Conference


                         

Data: 30 de Junho 2022, 16:00 - 17:15 

Local: ALTICE Arena, side event room 1 

No âmbito da UN OCEAN CONFERENCE a Associação Portuguesa de Ética Empresarial, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA coorganizam o evento Blue economy and decarbonization to meet the climate crisis: an international agenda.

 Este side-event oficial da UN Ocean Conference contará com um painel internacional composto por membros dos governos português e norte-americano e de instituições internacionais como o Woods Hole Oceanographic Institution e a UN Global Compact Ocean Coalition, membros da academia e de organismos nacionais como a Associação Portuguesa de Ética Empresarial, IPMA e Fundação Calouste Gulbenkian.

No dia 30 de junho às 16h, junte-se a nós na Altice Arena e faça parte do debate em torno da importância das relações de cooperação transatlântica para o desenvolvimento de uma Blue Economy – e para o desenvolvimento de um ecossistema de inovação para a bio economia que promova a Descarbonização e o Crescimento Sustentável.

 

2.ª edição do Ethical Code Compliance (2022) | Candidaturas abertas

 

2.ª edição do Ethical Code Compliance | Candidaturas abertas

 

O Ethical Code Compliance está de regresso. A iniciativa lançada em 2020 pela APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial distingue o desempenho das organizações dos setores público e privado, com e sem fins lucrativos, ao nível da elaboração dos seus referenciais de ética, de acordo com as seguintes categorias: Full Compliance, Ethics and Compliance Leadership, Excellent Performance, Spread the Ethics e Innovative Practices.

Os referenciais de ética são documentos formais que estabelecem os objetivos gerais de caráter ético, que a organização pretende alcançar (NP 4460-1:2007 – Ética nas Organizações) e definem os standards de compliance e linhas de orientação a prosseguir, interna e externamente, atendendo às diversas partes interessadas, podendo ter um caráter mais ou menos específico, de acordo com os objetivos e finalidade definidas.

A iniciativa estimula o interesse sobre esta temática, promovendo a difusão e partilha de boas práticas no seio da comunidade organizacional.

Em 2020, o júri atribuiu quatro Menções Honrosas e dois Reconhecimentos a empresas. A L´Oréal Portugal arrecadou o Reconhecimento na categoria Full Compliance. Na categoria Ethics and Compliance Leadership, A Bial – Portela & Cª SA, recebeu uma Menção Honrosa. Na categoria Excellent Performance foram distinguidas a YKK, com um Reconhecimento, e a REN - Redes Energéticas Nacionais, com uma Menção Honrosa. E finalmente, na categoria Spread the Ethics, a Gebalis e a DSPA - Data Science Portuguese Association receberam uma Menção Honrosa.

 

Objetivos do Ethical Code Compliance:

  • Distinguir as organizações que desenvolvem referenciais de ética e assumem formal e explicitamente um compromisso com o cumprimento de Standards de ética;
  • Promover um conhecimento mais alargado sobre os referenciais de ética e os princípios e práticas que devem regular a sua conceção e implementação;
  • Estimular o desenvolvimento de abordagens inovadoras à elaboração de códigos e referenciais de ética e a melhoria contínua neste âmbito;
  • Evidenciar e valorizar o trabalho desenvolvido pelas organizações ao nível da elaboração e implementação de referenciais de ética.

Vantagens de participação no Ethical Code Compliance:

  • Atribuição do reconhecimento Ethical Code Compliance a organizações que possuem referenciais de ética de referência, em várias categorias.
  • Possibilidade de utilização do Selo Ethical Code Compliance, decorrente da atribuição do Reconhecimento, nos materiais de comunicação da organização.
  • Divulgação das organizações distinguidas, através dos instrumentos comunicacionais da APEE e dos vários parceiros da iniciativa.
  • Participação das organizações em eventos promovidos pela APEE, ou nos quais esteja envolvida, com a apresentação de boas práticas.
  • Diferenciação em mercados externos.
  • Reconhecimento público das organizações distinguidas, traduzido em:
    1. Vantagem competitiva;
    2. Capacidade de atração e retenção de talentos;
    3. Credibilidade e reputação junto da comunidade (investidores, banca, media, fornecedores, clientes e demais partes interessadas).

 

Consulte o regulamento aqui.

Inscrições abertas até 16 de setembro de 2022. Os elementos necessários à candidatura são:

Formulário de Candidatura - Ethical Code Compliance

Declaração de Condições de Base

Mais informações em apee.pt ou através do e-mail  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

* solicite, se necessário, a Declaração de Condições de Base em formato editável, através do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

APEE organiza a 1ª edição da ESG WEEK 2022

APEE organiza a 1ª edição da ESG WEEK 2022

A ESG WEEK 2022 é uma iniciativa da APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial, que promove o debate dos grandes temas da Sustentabilidade, enquadrados no domínio ESG – Environmental, Social, Governance - contando com o Banco Montepio, enquanto main sponsor, e os parceiros ISO e Instituto Português Da Qualidade.

Sustainable Finance (ou Finanças Sustentáveis) assume hoje um papel fundamental na concretização dos objetivos inerentes ao Pacto Ecológico Europeu, bem como dos compromissos internacionais da UE em matéria de clima e sustentabilidade, nomeadamente no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Neste contexto de transição para uma economia neutra em carbono, resiliente às alterações climáticas, justa, eficiente na utilização de recursos e assente na circularidade, a integração de indicadores ESG (Environmental, Social and Governance) é determinante para a tomada de decisões de investimento a longo prazo, que construam um futuro sustentável.

Junte-se a nós ao longo de 16 conferências, com especialistas nacionais e internacionais, lideres empresariais, representantes da academia, da administração pública e da sociedade civil, num amplo debate sobre os grandes temas da sustentabilidade enquadrados nos domínios ESG. 

Na mesma semana, reservada a membros, decorrrerá, em simultâneo, na sede do Banco Montepio, a 5ª Reunião Plenária do ISO TC/322, a qual reune em Lisboa experts internacionais oriundos de dezenas de países, que estão, a par de Portugal, a participar na elaboração da futura Norma Internacional de Finanças Sustentáveis.

Conheça, as organizações que estão envolvidas na iniciativa:

ESG Week, uma iniciativa da APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial

Visite o nosso site https://esgportugal.pt/.

Inscreva-se já!

 

#ESGWEEK2022

#ESGPortugal

#APEEevents

#bancomontepio

#montepio

 

Reconhecimento de Práticas RS e Sustentabilidade 2022

 

Encontram-se abertas as candidaturas ao Reconhecimento de Práticas em Responsabilidade Social e Sustentabilidade, que distingue anualmente as melhores práticas em responsabilidade social e sustentabilidade das organizações portuguesas.

  

candidate a sua organização até 31 de março de 2022.
porque os bons exemplos merecem o reconhecimento de todos!

 

Promovido pela APEE desde 2015, o Reconhecimento de Práticas em Responsabilidade Social e Sustentabilidade visa distinguir a implementação de políticas e modelos de boa governação em organizações dos setores público e privado, com e sem fins lucrativos, que criam valor para as suas partes interessadas e contribuem ativamente para o desenvolvimento sustentável.

A apoiar a iniciativa estão Aliança ODS PORTUGALAIP - Associação Industrial PortuguesaCCP - Confederação do Comércio e Serviços de PortugalCIP – Confederação Empresarial de PortugalGlobal Compact Network PortugalIAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação e Fundação Montepio.

O Reconhecimento de Práticas em RS e Sustentabilidade assenta em dois eixos de participação:

EIXO I - RESPONSABILIDADE SOCIAL

As organizações podem candidatar-se às categorias: Governação Organizacional, Direitos Humanos, Trabalho Digno e Conciliação, Ambiente - Redução de Impactes, Ambiente - Água e Energia, Mercado, Comunidade, Voluntariado, Partes Interessadas e Comunicação.

EIXO II - OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

As organizações podem candidatar-se às categorias: ODS 1 - Erradicar a Pobreza, ODS 2 - Erradicar a Fome, ODS 3 - Saúde de Qualidade, ODS 4 - Educação de Qualidade, ODS 5 - Igualdade de Género, ODS 6 - Água Potável e Saneamento, ODS 7 - Energias Renováveis e Acessíveis, ODS 8 - Trabalho Digno e Crescimento Económico, ODS 9 - Indústria, Inovação e Infraestruturas, ODS 10 - Reduzir as Desigualdades, ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis, ODS 12 - Produção e Consumo Sustentáveis, ODS 13 - Ação Climática, ODS 14 - Proteger a Vida Marinha, ODS 15 - Proteger a Vida Terrestre, ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes, ODS 17 - Parcerias para a Implementação dos Objetivos.

CANDIDATURA | Passo-a-passo

  •  Aceder a www.apee.pt
  • Ler o Regulamento
  • Eleger a(s) Prática(s) a submeter na candidatura
  • Reunir informação e evidências
  • Preencher o formulário
  • Preencher e assinar a Declaração de Condições de Base
  • Verificar as condições especiais de participação para Associados APEE, Membros Quotizantes Global Compact Network Portugal, PME Líder e Organizações aderentes da Aliança ODS Portugal. A Fundação Montepio apoia a candidatura de Organizações da Economia Social, mediante pedido e análise da prática candidata.
  • Enviar a candidatura da sua Organização para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

VANTAGENS DE PARTICIPAÇÂO

  • Possibilidade de utilização, durante um ano, do Selo Práticas RS e Sustentabilidade.
  • Divulgação das organizações distinguidas, através da APEE e dos vários Parceiros Institucionais.
  • Participação em eventos promovidos pela APEE, ou nos quais esteja envolvida, com a apresentação de boas práticas.
  • Reconhecimento público das organizações distinguidas, traduzido em vantagem competitiva, capacidade de atrair e reter talentos, credibilidade e reputação junto da comunidade.
  • Reconhecimento público do compromisso das organizações distinguidas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Agenda 2030 da ONU.
  • Diferenciação em mercados externos.

 

SRS 2021 | Planeta, Pessoas, Propósito - Universidade de Coimbra

 Pessoas: o principal ativo e motor do desenvolvimento da Universidade de Coimbra

Num ano que continuará a ser marcado pelos desafios de uma pandemia à escala global, a Semana da Responsabilidade Social 2021, promovida pela APEE e pela GCNP, e a decorrer entre os dias 21 e 25 de junho, centra atenções em três eixos estratégicos “Planeta ▪ Pessoas ▪ Propósito”. O Planeta, que permite e acolhe a vida das Pessoas, que o habitam e cuidam através de um Propósito, que as move e orienta.
De uma forma crescente, estes temas – a conservação dos ecossistemas, o bem-estar das populações e o propósito das organizações -, alinhados com um modelo de desenvolvimento sustentável, assumem uma importância sinérgica, promotora de uma sociedade mais justa, próspera e equilibrada.
A Universidade de Coimbra associa-se, uma vez mais à Semana da Responsabilidade Social, coorganizando, em 2021, uma conferência sobre “Governação das Organizações e Integridade: Pessoas, Tecnologias e a Dimensão Global”.
Em entrevista, Amílcar Falcão, Reitor da Universidade de Coimbra, afirma que “a Universidade reconhece as pessoas como o seu principal ativo e motor do desenvolvimento”, reforçando que “são as pessoas (estudantes, professores, funcionários, etc) que idealizam e desenvolvem projetos (científicos e não científicos), sendo também elas as protagonistas na sua implementação e dinamização”.
Para Amílcar Falcão, “é urgente reforçar a consciência e a ação cívica, avaliar impactos e responder às necessidades do presente, sem comprometer o futuro”.

APEE/GCNP: Num mundo em constante evolução, como é que se conjuga a relevância histórica de uma instituição como a Universidade de Coimbra (UC) com a aposta na tecnologia, no desenvolvimento de novos projetos e, no fundo, no futuro mais sustentável? Considera que esta aliança entre o passado e o futuro é um dos principais fatores de diferenciação da UC?
AF: A Universidade de Coimbra (UC) celebra este ano 731 anos. É um número que apela à memória da instituição e simultaneamente ao que queremos para o seu futuro. É um número só alcançável por instituições que ao longo da sua existência se souberam posicionar de forma consistente à frente do seu tempo e sempre com os olhos postos no futuro, continuando com o mesmo espírito de antecipação em relação às tendências para as próximas décadas. A UC soube e continuará a saber adaptar-se não só às necessidades emergentes, mas também antecipar as necessidades futuras.

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Semana da Responsabilidade Social 2021

Semana da Responsabilidade Social 2021: de 21 a 25 de junho de 2021.

 

A Semana da Responsabilidade Social 2021 começa já na segunda-feira!

A iniciativa, promovida pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial em parceria com a Global Compact Network Portugal e o apoio de 13 Entidades Coorganizadoras, contará com 20 conferências e mais de 100 oradores para, entre 21 e 25 de junho, debater o grande tema de 2021 "Planeta ▪ Pessoas ▪ Propósito".

A SRS 2021 irá decorrer em formato digital através da plataforma Hopin.

Inscreva-se gratuitamente nos 2 Fóruns:

Participe!

 

Coorganizadores: Accenture Portugal | AdP - Águas de Portugal | Bureau Veritas Certification | Pedra Base - Consultoria e Formação | Tabaqueira | Universidade de Coimbra | Santa Casa da Misericórdia de Lisboa | Instituto Português da Qualidade - IPQ | IAPMEI | The Minimal Magazine | Universidade Europeia
Apoio: Jerónimo Martins

 

SRS 2021 | Planeta - Pessoas - Propósito

 

 

Num ano que continuará a ser marcado pelos desafios de uma pandemia à escala global, a Semana da Responsabilidade Social 2021, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Ética Empresarial em parceria com a Global Compact Network Portugal, irá centrar atenções em três eixos estratégicos: o Planeta, que permite e acolhe a vida das Pessoas, que o habitam e cuidam através de um Propósito, que as move e orienta.

De uma forma crescente, estes temas – a conservação dos ecossistemas, o bem-estar das populações e o propósito das organizações -, alinhados com um modelo de desenvolvimento sustentável, assumem uma importância sinérgica, promotora de uma sociedade mais justa, próspera e equilibrada.

Serão 5 dias de debate e reflexão com a participação de especialistas, líderes empresariais, representantes da academia, da administração pública e da sociedade civil.

Inscreva-se, desde já, nos 2 Fóruns que compõem a SRS 2021: #RaisingAmbition e #StepUp

SRS 2021 | Planeta ▪ Pessoas ▪ Propósito
21 e 22 de junho, 2021 | #RaisingAmbition
Inscrições aqui


SRS 2021 | Planeta ▪ Pessoas ▪ Propósito
23, 24 e 25 de junho, 2021 | #StepUp
Inscrições aqui

 

Percorra o palco principal, assista às sessões temáticas, faça networking com os participantes e saiba o que os Parceiros da SRS 2021 prepararam para si na área de Exposição.

 

Conferência "O Pilar Social das Finanças Sustentáveis"

Conferência "O Pilar Social das Finanças Sustentáveis" 

 

REGISTO AQUI

 

No próximo dia 6 de maio, a APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial promove um debate alargado sobre o Pilar Social das Finanças Sustentáveis com a participação de especialistas e entidades de financiamento, investimento e regulação.

Peter Young, Chair do Comité Técnico de Sustainable Finance da ISO - International Organization for Standardization será o keynote speaker de uma conferência que contará com a participação de Mário Parra da Silva, Presidente da Direção da APEE - Associação Portuguesa de Ética Empresarial; Gabriela Figueiredo Dias, Presidente do Conselho de Administração da CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários; Isabel Ucha, CEO da Euronext Lisbon; Miguel Almeida, Presidente do Fundo de Apoio Municipal (FAM); Pedro Leitão, CEO do Banco Montepio; Rui Leão Martinho, Bastonário da Ordem dos Economistas; e Sofia Santos, Sustainable Finance Specialist.

Registo aqui.

#SustainableFinance

 

Organizações e Bem Estar

O Bem Estar nas Organizações é um novo desafio. Hoje as Organizações são cada vez mais dependentes do "conhecimento" dos seus membros, desde trabalhadores a prestadores de serviços. Estamos longe do tempo em que a força e o tempo eram os fatores que definiam o trabalho. Hoje, na Sociedade do Conhecimento, é o conjunto de competências, a vontade de as usar, a possibilidade e a disponibilidade para o fazer. 

Está em criação uma Comissão Técnica para a Normalização neste domínio. 

 

UNGC em Portugal

Conheça a atividade da Global Compact Network em Portugal, de que a APEE é a Organização "Host". Criámos um website próprio globalcompact.pt - não deixe de ver!

A SONAE e European Round Table for Industry (ERT)

A ERT publicou um Relatório sobre "Women in Leadership positions, Voluntary Targets 2021" . A SONAE é a única portuguesa entre as mais prestigiadas Corporações de base Europeia. Ver o relatório completo AQUI .

Abaixo as metas assumidas pela Sonae:

 

Sobre a ERT:
"The European Round Table for Industry (ERT) is a forum that brings together around 60 Chief Executives and Chairs of major multinational companies of European parentage, covering a wide range of industrial and technological sectors. ERT strives for a strong, open and competitive Europe as a driver for inclusive growth and sustainable prosperity. Companies of ERT Members are situated throughout Europe, with combined revenues exceeding €2 trillion, providing around 5 million direct jobs worldwide - of which half are in Europe - and sustaining millions of indirect jobs. They invest more than €60 billion annually in R&D, largely in Europe."  
 

 

 

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