SRS 2022 | Universidade de Coimbra

Em novembro de 2022 a APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial comemora 20 anos, momento em que realiza o Congresso – 20 anos APEE e a 17.ª edição da Semana da Responsabilidade Social – com o apoio da UN Global Compact Network Portugal.

O Congresso APEE – 20 Anos aborda os temas da Ética, Governação, Responsabilidade Social, Sustentabilidade, Normalização, Conciliação, Finanças Sustentáveis, Compras Sustentáveis, Bem-Estar e Igualdade de Género. No encontro são atribuídas Medalhas de Mérito, Reconhecimentos Ethical Code Compliance e é apresentado o Livro “APEE 20 Anos | Desenvolvimento Sustentável: Ética nas Organizações”.

A SRS, com realização anual desde 2006, tem este ano como tema central “Engenho Humano & Energia”, fundamentado na capacidade inventiva humana nas diferentes áreas da Sustentabilidade, no desenvolvimento tecnológico e no progresso das energias renováveis, com uma aposta crescente no autoconsumo e na cogeração. A iniciativa multistakeholder reunirá diversas entidades para debater a importância da implementação de boas práticas de Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade, nomeadamente no âmbito da Agenda 2030 e dos ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Quais as razões que levam a Universidade de Coimbra a associar-se à comemoração dos 20 anos da APEE enquanto Gold Sponsor?

A Universidade de Coimbra possui e implementa padrões muito elevados no que respeita aos princípios e valores éticos.

A Ética é, para nós, um valor fundamental e a Responsabilidade Social um eixo transversal à nossa atividade. Os valores da APEE são assim por nós partilhados, e como tal temos a responsabilidade de contribuir para a consciencialização dos principais desafios e fomentar a partilha de conhecimento.

Por isso mesmo, quando convidados para nos associarmos a esta comemoração dos 20 anos da APEE, nunca poderíamos deixar de responder positivamente.

Como avalia o papel do trabalho da APEE em prol da promoção das boas práticas de Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade junto das organizações portuguesas nestes 20 anos?

A APEE tem tido um papel fundamental na promoção, implementação e aprofundamento de valores éticos e na promoção da consciencialização da responsabilidade social nas organizações portuguesas. É de salientar a sua ação no apoio a modelos de desenvolvimento sustentável das instituições, nas suas diversas vertentes – da social à ambiental, sem esquecer a económica.

Este papel é em muito desenvolvido pela sua Academia de Formação, mas também pelas muitas iniciativas que organiza – como é o caso de mais uma edição da Semana de Responsabilidade Social, já na sua 17.ª edição, o que mostra, aliás, o sucesso deste importante evento.

Não posso deixar de fazer referência ao seu papel como organismo normalizador, desenvolvendo referenciais normativos essenciais nas suas esferas de atuação, produzindo normas que constituem referências para muitas organizações portuguesas. Tendo a Universidade de Coimbra um sistema de gestão bastante desenvolvido, estamos conscientes da importância destes referenciais e da sua utilização nas nossas práticas correntes.

O tema da SRS 2022 é “Engenho Humano & Energia”. Irina Bokova, Ex-Secretária-Geral da UNESCO, em 2017 enunciou que “A suprema energia renovável é o Engenho Humano”. Concorda com a premissa de que é no ser humano que reside a solução para as questões em torno da Sustentabilidade? Porquê?

Concordo, sem dúvida. Não foi de ânimo leve que colocámos as Pessoas no centro do quadro de referência estratégico da Universidade de Coimbra: constituem o nosso ativo mais importante e são o eixo central de movimento dos pilares estratégicos. Na nossa perspetiva, a Sustentabilidade e a Responsabilidade Social representam atitudes, comportamentos e ações – das Pessoas -, enquadrando toda a atividade.

E portanto, por analogia a este nosso modelo, são de facto as Pessoas que constituem o motor da Sustentabilidade, nas suas diversas vertentes, ambiental, económica e social.

Vivemos num contexto particularmente difícil de crise energética. As energias renováveis terão necessariamente de fazer parte da solução. Na Universidade de Coimbra temos muitos projetos de investigação com o foco na energia e na sustentabilidade, e na vertente pedagógica disponibilizamos licenciatura, mestrados e doutoramentos nesta área. Procuramos assim formar cidadãos capazes de dar resposta ao mais premente dos desafios atuais da Humanidade.

No plano estratégico 2019-2023 referem que há duas dimensões dentro da Sustentabilidade e da Responsabilidade Social que se destacam atualmente, por um lado, o Ambiente e Ação Climática, e, por outro, a Cidadania, a Igualdade e Inclusão. De que forma é que a UC materializa esses dois eixos no seio da comunidade académica e junto das vossas Partes Interessadas?

Todo o nosso Plano Estratégico é materializado através de ações integradas num conjunto de mais de vinte planos de ação que suportam a concretização das linhas de orientação estratégicas, em particular, neste contexto, as das vertentes “Ambiente e Ação Climática” e “Cidadania, Igualdade e Inclusão”. É um modelo em cascata, transversal a toda a instituição, o que produz um efeito multiplicador nos impactos sobre todas as partes interessadas – sejam elas internas, como a nossa comunidade académica, ou externas, como os nossos parceiros ou a sociedade em geral.

Há naturalmente um envolvimento de toda a comunidade – de todas as Pessoas – na concretização dos objetivos que a UC pretende alcançar. Tomando como exemplo as vertentes em questão, e fazendo a ligação à questão anterior, é impossível alcançar o desígnio de ser a primeira universidade a alcançar a neutralidade carbónica sem que a comunidade académica se envolva; ou mais do que se envolva, seja ela própria o motor deste objetivo.

A ligação às partes interessadas externas é essencialmente concretizada através de Parcerias – mais um dos P do nosso modelo de desenvolvimento sustentável -, que são concretizadas no dia-a-dia da Universidade de Coimbra, através das ligações da comunidade académica ao meio exterior, nas diferentes missões – ensino, investigação e inovação, desafios societais e internacionalização.

No âmbito do desenvolvimento sustentável e dos projetos estruturantes que têm promovido para enfrentar os desafios societais, nomeadamente os preconizados na Agenda 2030 das Nações Unidas, quais gostaria de destacar?

Felizmente, são muitos os projetos estruturantes que têm contribuído para enfrentar os desafios societais.

Numa perspetiva internacional, destacaria a presença da UC na EC2U – European Campus of City-Universities | Campus Europeu de Cidades Universitárias, aliança criada no âmbito da iniciativa “Universidades Europeias” da Comissão Europeia, que foca a sua ação em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e que, por exemplo, tem já em funcionamento este ano o primeiro mestrado conjunto, exatamente coordenado pela UC – o Mestrado em Cidades e Comunidades Sustentáveis.

Destaco também a intensa participação da UC na M8 Alliance, através da entidade Coimbra Health (uma parceria UC com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), o consórcio Ageing Coimbra ou o MIA Portugal – Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento, o primeiro instituto de investigação no Sul da Europa focado nas bases moleculares e biológicas do envelhecimento, trabalhando para a saúde e bem-estar de uma população em envelhecimento.

Posso referir a iniciativa Healthy Campus UC – que tem como objetivo implementar um estilo de vida saudável entre a comunidade académica -, tendo a Universidade de Coimbra sido a primeira Universidade, a nível mundial, a garantir a certificação Healthy Campus – Platinium pela Federação Internacional de Desporto Universitário (FISU), o grau mais elevado desta certificação.

Com foco no ambiente, posso destacar a Iniciativa Energia para a Sustentabilidade que congrega docentes de mais de uma dezena de Unidades de I&D da Universidade de Coimbra, com longa experiência de ensino e investigação, nomeadamente nas áreas da energia e do desenvolvimento sustentável.

E olhando para a responsabilidade social, é de relevar o projeto UC Transforma, plataforma centralizada de ofertas de voluntariado e iniciativas de inovação social, que agrega pessoas e iniciativas sociais que necessitem de apoio e membros da comunidade académica disponíveis a ajudar; e o Plano de Igualdade, Equidade de Diversidade da Universidade de Coimbra, que contribui para concretizar os princípios estruturantes das práticas e políticas da UC no combate às desigualdades e na eliminação de desequilíbrios e barreiras, garantindo a igualdade de oportunidades de acesso e de fruição de direitos.

A ética é transversal à atividade da UC. Fale-nos um pouco da vossa Comissão de Ética e do trabalho que têm vindo a desenvolver.

Temos em funcionamento uma Comissão de Ética da Universidade de Coimbra e várias Comissões de Ética setoriais que se articulam com a primeira. No âmbito do Centro Académico e Clínico de Coimbra, existe igualmente uma Comissão de Ética conjunta que supervisiona todos os projetos de investigação que envolvam a UC e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O nosso ecossistema de investigação e inovação está por isso completamente escudado. Fazemo-lo, em primeira instância, porque acreditamos que as boas práticas devem refletir uma imagem da missão da UC, para além do natural cumprimento da legislação vigente.

Mas neste âmbito destacaria que estamos a finalizar a atualização do Código de Ética e de Conduta da Universidade de Coimbra, que se encontra em discussão pública, e que brevemente deverá ser aprovado. O contexto atual de rápida transformação e forte necessidade de regulação do universo em que se movem as instituições de ensino superior, quer no contexto específico da investigação, quer nas demais missões em que

estas instituições são chamadas a intervir, tendencialmente crescentes, demanda uma ainda maior clarificação dos valores e princípios éticos que norteiam a sua atuação.

Em relação à SRS 2022, quais as principais expectativas que têm relação à sessão coorganizada pela vossa instituição subordinada ao tema das Comunidade de Energia Renovável?

Como é sabido, a UC é património classificado da UNESCO, o que muito nos honra. Mas o facto de possuirmos um património edificado histórico é muito desafiante noutras perspetivas, nomeadamente no que respeita a eficiência energética. Estamos por isso a trabalhar para aumentar a nossa produção de energia através da utilização de painéis fotovoltaicos – alguns já instalados e outros em processo de instalação -, que nos torne autónomos num prazo relativamente curto e contribua de forma decisiva para a nossa aposta de alcançarmos a neutralidade carbónica até 2030.

Este ambicioso projeto está em curso e prevemos que em 2023, porque é um processo que não depende exclusivamente de nós, iremos multiplicar por seis a nossa produção atual para autoconsumo. Simultaneamente, está também já a ser preparada a segunda fase desse mesmo plano para que em 2024 a Universidade de Coimbra consiga ser totalmente autónoma do ponto de vista energético.

Daí termos visto como pertinente a organização de uma sessão que conta com o Vice-Reitor com este pelouro, com o coordenador da Iniciativa Energia para a Sustentabilidade da UC e com stakeholders e investigadores que estudam o tema. Da sessão poderão resultar pistas para que outras organizações com características semelhantes às nossas se sintam motivadas a solucionar os seus problemas.

Que mensagem deixa aos seus stakeholders em matéria de Responsabilidade Social e Sustentabilidade?

Queremos afirmar que a UC desempenha um papel crucial na formação da nossa população, maioritariamente adultos jovens, numa fase em que a consolidação da sua personalidade é muito sensível aos estímulos recebidos.

Consequentemente, há que envidar esforços para que os valores humanísticos e a ética que lhes está associada façam parte do seu processo de crescimento.

A Universidade de Coimbra tem na sua missão a qualificação dos nossos jovens e é nossa tradição olhar com muita atenção para a responsabilidade social. Por isso mesmo, os valores éticos adquirem uma relevância ainda maior. Só seremos uma sociedade bem-sucedida se a população estiver bem formada e informada.

SRS 2022| APCER

Em novembro de 2022 a APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial comemora 20 anos, momento em que realiza o Congresso – 20 anos APEE e a 17.ª edição da Semana da Responsabilidade Social – com o apoio da UN Global Compact Network Portugal.

A APCER associa-se à comemoração dos 20 anos da APEE enquanto Silver Sponsor.

Em entrevista, José Leitão, CEO da APCER, acredita que “O ser humano é o único ser capaz de determinar o seu próprio destino de maneira racional. A crise energética e de recursos naturais, especialmente hídricos, já é uma realidade. A mudança de comportamento na procura de um mundo sustentável já não é mais uma questão de escolha, mas uma questão de sobrevivência.”

Quais as razões que levam a APCER a associar-se à comemoração dos 20 anos da APEE?

Acreditamos que o Congresso APEE – 20 anos e a 17.ª edição da Semana da Responsabilidade Social vão permitir aumentar a consciencialização para os desafios atuais e futuros, promover a partilha de conhecimento e incentivar as empresas e as organizações a repensarem os seus negócios, modelos de governação e a inovarem os seus processos, com o objetivo de contribuírem para uma sociedade mais sustentável.

Como avalia o papel do trabalho da APEE em prol da promoção das boas práticas de Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade junto do tecido empresarial nestes 20 anos?

A APEE tem um papel fundamental na promoção, sensibilização e desenvolvimento da Ética Empresarial, da Responsabilidade Social e da Sustentabilidade junto das organizações e sociedade. Destaco o seu papel como organismo normalizador setorial, onde tem realizado um trabalho notável no desenvolvimento de referenciais normativos de elevada qualidade e essenciais para a padronização de metodologias, com o intuito de tornar as organizações mais resilientes, competitivas e sustentáveis. Temáticas como a responsabilidade social, ética nas organizações, organizações familiarmente responsáveis, bem-estar e felicidade organizacional, finanças sustentáveis e economia circular, são debatidas nas respetivas comissões técnicas numa tónica colaborativa e de partilha de experiências e conhecimento, com o objetivo de criar ferramentas de valor acrescentado para as organizações.

O tema da SRS 2022 é “Engenho Humano & Energia”. Irina Bokova, Ex-Secretária-Geral da UNESCO, em 2017 enunciou que “A suprema energia renovável é o Engenho Humano”. Concorda com a premissa de que é no ser humano que reside a solução para as questões em torno da Sustentabilidade? Porquê?

Nos últimos anos temos assistido a várias catástrofes ambientais, que revelam que o planeta Terra está num processo de transformação constante, porém, acelerado pela própria ação do Homem. O ser humano é o único ser capaz de determinar o seu próprio destino de maneira racional. A crise energética e de recursos naturais, especialmente hídricos, já é uma realidade. A mudança de comportamento na procura de um mundo sustentável já não é mais uma questão de escolha, mas uma questão de sobrevivência.

Por isso, considero que somente a coesão dos valores morais e éticos dos cidadãos com o respeito e o cuidado do ambiente garantirão a mitigação das mudanças climáticas e a sobrevivência das futuras gerações.

A APCER escolheu o tema da ´Pegada Carbónica´ para a vossa sessão coorganizada nesta edição da SRS. No geral, como avaliam o estado das Organizações Portuguesas a este respeito? Há ainda trabalho a ter de ser desenvolvido?

Decorrente dos compromissos nacionais e europeus para a neutralidade carbónica e da crescente preocupação do público e organizações com as alterações climáticas, o cálculo da Pegada de Carbono tornou-se uma das principais ferramentas de gestão ambiental, que permite às organizações determinarem as emissões de gases com efeito de estufa e definirem medidas de compensação, controlo, redução e mitigação das mesmas.

A validação e verificação da pegada de carbono permite uma maior credibilidade na publicação de resultados e metas, a captação de novos clientes e a participação em programas de investimento e concursos, com requisitos em matéria de ambiente.

Os incentivos recentes para a descarbonização e a crescente solicitação pelo mercado têm pressionado as organizações a acelerarem o processo de cálculo das suas Pegadas Carbónicas.

A APCER, consciente da necessidade de acompanhar as organizações no caminho da neutralidade carbónica, disponibiliza um conjunto de serviços que permitem o conhecimento das principais ferramentas de gestão ambiental e a verificação e validação de dados.

Que iniciativas ou projetos estão previstos realizarem em 2023 para envolver e sensibilizar as vossas Partes Interessadas em matéria de Responsabilidade Social?

Tendo como propósito melhorar a qualidade e a sustentabilidade da vida, a APCER tem um papel fundamental na partilha de conhecimento e de experiência junto de todas as partes interessadas e da sociedade em geral. Em 2023 vamos dar continuidade ao processo de sensibilização e divulgação de boas práticas de responsabilidade social, quer através de iniciativas próprias, como pela presença em iniciativas promovidas por entidades de referência no tema, como é o caso da Semana de Responsabilidade Social, promovida pela APEE. De salientar que na sequência da implementação de um modelo de conciliação da vida profissional, pessoal e familiar, a APCER tem um papel fundamental na extensão de uma cultura de conciliação por toda a sua cadeia de valor.

Que mensagem deixa aos vossos stakeholders, que lhes permita acelerar a sua ação rumo ao Desenvolvimento Sustentável?

A sustentabilidade é da responsabilidade de todos. É uma jornada conjunta e uma oportunidade para inovarmos e construirmos a sociedade do amanhã, reduzindo desigualdades, travando o aquecimento global, produzindo de forma mais sustentável e garantindo o trabalho digno. Acredito que unindo todos os esforços conseguiremos alcançar as metas definidas na Agenda 2030. Na APCER trabalhamos todos os dias para melhorar o desempenho ambiental, social e económico das organizações e reconhecer todas aquelas que desenvolveram esforços neste sentido.

SRS 2022 | Securitas

Em novembro de 2022 a APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial comemora 20 anos, momento em que realiza o Congresso – 20 anos APEE e a 17.ª edição da Semana da Responsabilidade Social – com o apoio da UN Global Compact Network Portugal.

A Securitas associa-se à comemoração dos 20 anos da APEE enquanto Bronze Sponsor.

Em entrevista, Rui Araújo, Administrador-Delegado da Securitas, afirma que “Os valores que a APEE defende em prol da Ética e da responsabilidade Social, são valores comuns que partilhamos e que estão no ADN da Securitas.”

Quais as razões que levam a Securitas a associar-se à comemoração dos 20 anos da APEE?

Os valores que a APEE defende em prol da Ética e da responsabilidade Social, são valores comuns que partilhamos e que estão no ADN da Securitas. A APEE tem promovido formação e a defesa destas práticas na sociedade e deve continuar a fazê-lo com a mesma determinação como o tem feito.

Como avalia o papel do trabalho da APEE em prol da promoção das boas práticas de Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade junto do tecido empresarial nestes 20 anos?

A defesa e a promoção da Ética, da Responsabilidade Social e da Sustentabilidade é um trabalho exigente, muito necessário e por mais que nos empenhemos, nunca está concluído. A mobilização e o empenho da APEE em fóruns, a participação ativa na criação de referenciais Éticos, de Responsabilidade Social e Sustentabilidade, bem como a formação nestas temáticas junto das empresas, do estado e de outras organizações da sociedade, evidenciou o trabalho da APEE, tornando-o pioneiro em muitas das áreas mencionadas.

O tema da SRS 2022 é “Engenho Humano & Energia”. Irina Bokova, Ex-Secretária-Geral da UNESCO, em 2017 enunciou que “A suprema energia renovável é o Engenho Humano”. Concorda com a premissa de que é no ser humano que reside a solução para as questões em torno da Sustentabilidade? Porquê?

O Grupo Securitas elegeu áreas prioritárias de atuação em termos de sustentabilidade que têm a ação do ser humano como denominador comum. Com efeito, os temas relacionados com a Diversidade, a Segurança e Saúde das Pessoas, a Formação de qualidade, o Meio Ambiente, a Conduta Ética e o maior envolvimento nas atividades da Comunidade, são as 6 áreas eleitas pela empresa, tendo definido objetivos para cada uma delas.

O principal impacto da Securitas na sociedade é contribuir para torná-la mais segura.

O nosso compromisso de promover um desenvolvimento social responsável está por detrás da nossa atuação, temos um impacto muito direto na criação de emprego, nos direitos humanos, na formação e na inclusão do trabalho.

Temos conhecimento que a vossa casa-mãe incorpora na sua estratégia e nas operações diárias os ODS – Objetivos Desenvolvimento Sustentáveis 5, 8, 9 e 16. Relativamente a este tema, quais as prioridades previstas para Portugal?

A Securitas Portugal encontra-se integrada na Divisão Ibero-América. A estratégia de Sustentabilidade desta divisão assenta em dois pilares fundamentais:

Em primeiro lugar alinhar com os princípios e áreas prioritárias do Grupo Securitas, que estabelecerá um conjunto de ações que nos permitem responder às expectativas dos nossos stakeholders, identificando objetivos específicos, em especial ao nível da igualdade de género, do trabalho digno, na inovação do negócio e na melhoria dos standards da indústria.

Por outro lado, a nossa empresa está fortemente envolvida nos desafios que a sociedade enfrenta e apostada em gerar novas oportunidades, como empresa moderna, inovadora e empenhada.

O alinhamento da empresa com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU, tem por objetivo tornar o mundo um lugar melhor antes de 2030, dando prioridade aos que têm maior relevância para a empresa e para as Partes Interessadas.

Que mensagem deixa aos seus stakeholders em matéria de Responsabilidade Social?

A cooperação dos stakeholders na Comunidade, através da identificação de temas de interesse comuns, que coloquem a pessoa humana e o ambiente como atores e destinatários de relevo na ação daqueles, para tornar o mundo um lugar melhor para todos.

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